Para o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Adão Martins Silva, a cor da farda não deveria ser preocupação ou prioridade em uma organização policial. No caso da PM, entende ele, há outras necessidades emergências que deveriam receber a atenção. Fornecer armas e colete de segurança cautelados em nome do próprio policial, por exemplo, cita. Ele diz que hoje os PMs saem para a rua levando a arma e o colete que o colega acabou de deixar na unidade policial. O ideal seria o PM já saísse de casa usando colete e pudesse mantê-lo consigo pelo prazo de validade, até a troca por um novo equipamento, completa. Além de pesar no bolso, pois terá de trocar todo o fardamento (duas não são suficientes), a mudança de cor não trará proteção àqueles que estão nas ruas. Continuarão correndo riscos, reclama. O pior disso tudo, não visão de Adão Silva, é a perda da identidade. Para ele, a população vai estranhar e pode demorar a enxergá-los como os policiais responsáveis pela segurança de sua comunidade. Mudanças culturais demoram muito, pondera. Entretanto, Adão diz que não há como responsabilizar os gestores atuais pela mudança, segundo ele, rejeitada pelos policiais, lembrando que a discussão é antiga. (AA)