A Polícia não tem a menor idéia de onde esteja a cabeça do vendedor Noel Souza Costa, de 28 anos, decapitado no sábado à noite no Jardim Vitória, em Cuiabá. Passados três dias, a cabeça ainda não foi localizada e policiais - tanto civis como militares não sabem mais aonde procurar. Uma das suspeitas é de que os criminosos a tenham levado para traficantes do bairro, que tentam implantar o terror entre os viciados quem não pagar a droga que comprou poderá ter o mesmo destino. Outro detalhe que chama a atenção de policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é que os vizinhos nada ouviram, embora uma pessoa tenha sido morta e decapitada. Ninguém viu nada. Uma das suspeitas é de que os criminosos tenham entrado pelos fundos da casa, onde o local é muito escuro, explicou um policial que participa das investigações. Desde a localização do cadáver decapitado, tanto policiais civis como militares vasculharam os fundos da casa, divisa com o Jardim Florianópolis. Ainda no sábado, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) fizeram buscas nos arredores, mas nada localizaram. No domingo ainda retornamos ao local e vasculhamos um raio de cerca de seiscentos metros, seguindo o rastro de sangue, mas também não obtivemos êxito. Andamos em todos os locais possíveis. Em algum lugar, essa cabeça deverá estar, explicou um policial da DHPP que participa das investigações. O exame de necropsia apontou que Noel foi morto com várias facadas no pescoço e a decapitação ocorreu enquanto ainda estava vivo. Ele morreu em conseqüência dos golpes. Na seqüência, foi decapitado e os criminosos levaram a cabeça. Na verdade, os golpes no pescoço o mataram, observou um dos responsáveis pela necropsia. Familiares disseram aos policiais que Noel era aposentado por causa de problemas físicos, morava com um irmão e sempre recebia a visita de outro. Ele era usuário de drogas e os parentes não sabem quem o procurava para fazer uso de cocaína nos fundos da casa. Vizinhos disseram que várias pessoas o procuravam, principalmente no período noturno. (AR)