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POLÍCIA
Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010, 19h:45

JUSTIÇA

Assassinos sentenciados 10 anos depois

Dez anos depois, os autores do assassinato do então adolescente Douglas Luiz Moraes Arino, 16 anos, foram julgados e condenados a seis anos cada um por homicídio simples. O autor, o vendedor de sapatos Mário Fernando da Silva, hoje com 30 anos, e Ruben Ayons da Silva Pereira, de 29, que levou o revólver para a execução do crime, ficarão presos somente um ano caso a pena seja confirmada, pois a lei prevê o cumprimento de um sexto em regime fechado. O julgamento ocorreu anteontem, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, presidido pela juíza Mônica Catarina Perry de Siqueira. Para o promotor João Augusto Gadelha, a pena foi a mínima, mas, na prática é uma espécie de absolvição. “Ficou barato para os autores porque, para eles, uma vida custou tão pouco”. As investigações apontam que Douglas foi executado a tiros por engano, pois a briga, que iniciou na praça Cultural do CPA II, tinha outros envolvidos. Douglas foi executado com dois tiros de revólver quando conversava com um amigo identificado como Flávio nas proximidades de sua residência, no CPA III, na Capital. O adolescente chegou a ser levado ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), mas morreu após passar pelo box de emergência. O homicídio aconteceu na noite do dia 10 de junho de 2000. Testemunhas disseram que o adolescente e o amigo foram cercados por dois homens armados com revólveres e que chegaram num Chevette. No local, havia mais jovens que fugiram correndo assim que perceberam a chegada de um automóvel. Flávio conseguiu correr e Douglas não teve a mesma sorte. Após acertar dois tiros na testa do garoto, os criminosos fugiram em alta velocidade. “O Fernando pediu para que Ruben trouxesse a arma e ele foi buscá-la”, explicou o representante do Ministério Público Estadual. Conforme as investigações, Flávio tinha brigado com a ex-namorada, a jovem Nadir, que, por sua vez, estava namorando o vendedor de sapatos, que na época trabalha no centro da Capital. Um dia antes do crime, Flávio teria ido à residência da ex-namorada, onde ocorreu uma discussão. Para o promotor, o crime foi premeditado, pois, minutos antes do assassinato, Mário teria sido visto por testemunhas num Chevette prata rodando as proximidades da residência de Flávio. No veículo havia mais dois ocupantes. “Como alguém trouxe a arma, o crime foi premeditado”, frisou Gadelha. (AR)

Edição EDIÇÃO 16959




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