POLÍCIA
Quinta-feira, 05 de Junho de 2014, 20h:05
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RESISTIU 11 DIAS
Assaltante baleado por comerciante morre no PS
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O jovem Jeferson Amorim Campos, de 20 anos, suspeito de participar de uma tentativa de assalto num mercadinho no bairro Nova Conquista, em Cuiabá, morreu no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) onde estava internado há 11 dias em estado grave. Na segunda-feira (26) ele fora baleado quando aguardava um cúmplice, Rafael Pedro Brito Barbosa da Silva, de 16 anos, morador no bairro Novo Colorado, que tinha entrado no estabelecimento comercial e rendido a funcionária do caixa. O dono do mercadinho reagiu atirando no garoto e também em Jeferson, que aguardava do lado de fora. Na última sexta-feira, o comerciante se apresentou na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa onde confessou o crime. Alegou que agiu em legítima defesa, uma vez que a esposa estava no caixa e ele nos fundos quando viu um dos assaltantes armados e ameaçando atirar na esposa. Ex-funcionário de uma empresa de transporte de valores, ele acertou o rapaz que estava no caixa e ainda baleou o outro que aguardava próximo de uma motocicleta. Aqui na Delegacia, o comerciante confessou o crime e saiu indiciado, informou a delegada Anaíde Barros, responsável pelas investigações. Com a morte de Jeferson, o comerciante será indiciado pelos dois homicídios. No dia do crime, ninguém quis comentar sobre quem havia atirado, dificultando o trabalho dos policiais. Depois de algumas horas ficaram sabendo que o principal suspeito era o comerciante. Os moradores do bairro explicaram que esse foi o quinto assalto sofrido pelo mercadinho, um dos mais movimentados do bairro. No dia seguinte, o estabelecimento comercial ficou fechado, mas abriu as portas no dia seguinte. Embora tenha alguns funcionários, trata-se de uma empresa familiar. Após o crime, familiares do comerciante teriam sofrido ameaças. No último domingo, um parente do proprietário do mercadinho chegou na chácara onde reside e encontrou um bilhete que preocupou a todos. A delegada disse que o comerciante não mencionou as ameaças.