POLÍCIA
Segunda-feira, 01 de Setembro de 2014, 21h:26
A
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GRANDE CUIABÁ
Agosto fechou com 37 assassinatos
O mês de agosto fechou com 37 assassinatos na Grande Cuiabá sendo 15 em Várzea Grande e 22 em Cuiabá. Esse número é cerca de 40% maior que o de julho que terminou calmo, com 26 assassinatos. Agosto voltou aos patamares do mês anterior, que teve 36 assassinatos sendo 19 em Várzea Grande e 17 na Capital. O mês que passou também teve outro recorde negativo pela primeira vez no ano, Cuiabá teve mais assassinatos que Várzea Grande que vinha batendo todos os recordes de homicídios e latrocínios. Conforme estatísticas da Secretaria de Segurança Pública, no ano, são 290 assassinatos, outro recorde negativo que não será comemorado pelas autoridades da área de Segurança Pública. A expectativa era exatamente o contrário a diminuição de assassinato nas duas cidades. Faltando quatro meses para o término do ano, a ser considerado a média de 36 execuções mensais, as previsões são as mais sombrias possíveis. Neste ano, os meses foram com número alto de homicídios, acho que um ou dois somente com menos de 30 dias. Em alguns casos, com mais de 40 assassinatos, incluindo os latrocínio, explicou um policial da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) da Capital. Embora não exista uma explicação plausível para a situação, a queda foi acentuada, embora a maior parte dos assassinatos esteja ligado, de uma forma ou de outra, com o tráfico de entorpecentes. Policiais lembraram que o número de homicídios ainda está alto na Grande Cuiabá. As motivações se completam com vinganças, crimes passionais (motivados por paixão) onde a mulher acaba vítima de ex-marido ou ex-namorado que, não aceitando a separação acaba praticando o assassinato. O que chama a atenção é o número de assassinatos envolvendo policiais principalmente militares que, quando não atiram para se defender, acabam sendo assassinados por bandidos, geralmente vítimas de latrocínios. Foi o caso do cabo PM Gerson Pereira dos Santos, morto com dois tiros durante um assalto a uma farmácia, no Coxipó onde chegou para comprar medicamentos. (AR)