POLÍCIA
Terça-feira, 15 de Maio de 2012, 20h:33
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VIOLÊNCIA
Agentes que trocaram tiros são indiciados
O policial federal Walter Sebastião Júnior e o papiloscopista Fabrício Costa Leite foram indiciados por tentativa de homicídio
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O inquérito sobre o tiroteio envolvendo um policial federal e um papiloscopista na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, no dia 26 de março deste ano, foi concluído. O delegado Laudeval de Freitas indiciou o policial federal Walter Sebastião Piovan Júnior, de 40 anos, e o papiloscopista Fabrício Francisco Costa Leite, de 51, por tentativa de homicídio - sendo este último por porte ilegal de arma e o agente federal por dano qualificado. Os dois tinham sido presos por porte ilegal de arma de fogo, mas saíram depois de pagar fiança. Houve uma troca de tiros, o que caracteriza a tentativa de homicídio, mesmo que ninguém tenha ficado ferido, explicou o delegado ao mudar a tipificação do crime. Conforme o delegado, não foi necessário ouvir novamente os envolvidos e nem testemunhas, uma vez que todos depuseram durante a prisão em flagrante. Laudeval acrescentou que os laudos de local, que indicam as trajetórias dos disparos, já chegaram e foram anexados ao inquérito. Caso o Ministério Público Estadual aceite a denúncia, os dois serão julgados pelo júri popular, privativo de crimes contra a vida. O agente federal e o papiloscopista se envolveram numa discussão na Avenida Historiador Rubens de Mendonça. A picape de Fabrício, uma S-10 preta, ficou crivada de balas calibre 9mm. Ele revidou atirando seis vezes com seu revólver calibre 38. A dúvida dos policiais do Plantão Metropolitano é quem atirou para se defender; por isso, os dois foram autuados. O crime é afiançável e os dois foram liberados após o pagamento de R$ 622. As duas armas foram apreendidas tanto a pistola 9mm, quanto o revólver calibre 38. Em seu depoimento, o policial federal relatou que, ao descer de seu Fox branco, viu o motorista da S10 armado e então atirou, mas não acertou os dois ocupantes da picape. Ele acrescentou que atirou menos de 11 tiros, que é a capacidade do pente da arma, pois não estava totalmente carregada e ainda sobraram quatro projéteis. O depoimento do tio de Fabrício, que viajava no banco do passageiro, reforça a suspeita de tentativa de homicídio. Ele relatou que só não morreu por sorte, porque um dos tiros veio em sua direção. Ele disse que se abaixou, abriu a porta e tentou desarmar o policial federal. O tiro no vidro veio em minha direção. Quando vi a arma apontada em minha direção, não pensei duas vezes. Abaixei a abri a porta, explicou.