POLÍCIA
Sábado, 25 de Julho de 2009, 13h:20
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RECANTO DOS PÁSSAROS
Administrador acaba morto por engano em episódio da bomba
O administrador de empresas Eduardo Raul Barcelos Xavier, de 25 anos, foi assassinado por engano na frente de sua casa, no Recanto dos Pássaros, no dia 21 de março deste ano. A vítima conversava com um amigo e, por volta das 4 horas, apareceu Bruno de Souza Nogueira, de 18. Ele desceu de um Celta armado com uma faca e acertou vários golpes no Eduardo. O rapaz foi confundido com um outro que tinha jogado uma bomba em frente da casa de Bruno. O artefato provocou danos no carro de um convidado deixando Bruno zangado. Por isso, saiu à procura do autor. Essa foi a conclusão das investigações chefiadas pela delegada Sílvia Pauluzi, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Bruno está preso após ter a prisão temporária decretada por 30 dias. A delegada relatou o inquérito na semana passada. Na avaliação dela, trata-se de um homicídio provocado por um motivo banal. Ele (Eduardo) não estava na festa do Bruno. Estava conversando com um amigo. Ele foi confundido com quem jogou a bomba em frente da casa de Bruno que ocupava um Gol preto. Na garagem da casa de Eduardo havia também um Gol preto, explicou a delegada. Segundo ela, Bruno estava à procura dos autores do vandalismo que provocou a destruição do pára-brisa dianteiro do automóvel de um dos convidados. Os criminosos fugiram num Gol preto. A partir da explosão do artefato caseiro, Bruno saiu num Celta à procura dos criminosos. Alguns quarteirões dali, deparou-se com Eduardo e achou que tinha localizado quem jogou a bomba. Eduardo tinha voltado de outro local. Não foi à festa de Bruno. Apesar de morarem no mesmo bairro, separados por alguns quarteirões, não se conheciam, frisou a delegada. Enquanto Eduardo nasceu e foi criado no bairro, o autor do crime morava com a mãe em Campo Grande (MS) e recentemente veio para no Recanto dos Pássaros. De acordo com o relato de testemunhas, Bruno ficou transtornado ao ver o carro do convidado danificado que saiu para procurar um culpado. Desde o início, ele foi apontado como o autor do assassinato, mas negou. A delegada garantiu que os indícios são fortes e comprovam que ele foi um dos participantes. As investigações não chegaram a quem dirigia o carro usado por Bruno e nem quem jogou a bomba em frente à casa dele. Sílvia Pauluzi acrescentou que desde o início das investigações houve dificuldade nos trabalhos, pois Bruno não era encontrado para depor. As testemunhas, no entanto, confirmaram as suspeitas iniciais dos policiais. Concluímos os trabalhos em quatro meses, completou. (AR)