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POLÍCIA
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013, 21h:20

ASSASSINATO

Acusado de matar Maiana deixa cadeia

Tribunal de Justiça concede hábeas corpus para um dos denunciados pelo assassinato da estudante, morta em dezembro de 2011 em Cuiabá

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Acusado de participar do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, em dezembro de 2011, o pedreiro Paulo Ferreira Martins, de 41, está em liberdade após decisão do Tribunal de Justiça que concedeu habeas corpus impetrado por seu advogado de defesa. O argumento é que como a sentença de pronúncia – parte final de um processo – já tinha sido anulada duas vezes, não fazia sentido o suspeito continuar atrás das grades. O pedreiro ficou preso durante um ano e sete meses na Cadeia Pública do Carumbé. Os outros dois envolvidos, o empresário Rogério da Silva Amorim - com quem a vítima mantinha um relacionamento amoroso - e Carlos Alexandre da Silva, já estavam soltos na ocasião da anulação da sentença de pronúncia no início de outubro. Esta é a segunda vez que o Tribunal de Justiça anula a decisão de pronúncia, que levaria a júri popular os três suspeitos de assassinar a adolescente. Para o advogado criminalista Waldir Caldas Rodrigues, que defende o empresário Rogério, é uma situação incomum haver a anulação de duas pronúncias. “O que pode dificultar uma terceira pronúncia, uma vez que houve um embasamento sólido para pedir a anulação”, destacou. O assassinato da adolescente foi esclarecido pela delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela lembrou que as investigações começaram a apontar Rogério como suspeito através da quebra do sigilo telefônico. A partir do cruzamento dos telefonemas, os policiais descobriram diversas ligações para o celular de Paulo. “Foi aí que as investigações chegaram até os autores e ao corpo”, assinalou a delegada. A adolescente foi assassinada com um pano na boca no dia 23 de dezembro quando foi vista pela última vez. O crime ocorreu numa chácara no Três Barras e o corpo foi levado até um ponto de difícil acesso na região da Ponte de Ferro. Executada por asfixia, a estudante foi enterrada numa cova rasa. As investigações apontam que a adolescente estaria fazendo chantagem contra o empresário, que resolveu, junto com a esposa, eliminá-la. Ele chamou Paulo, que é um amigo de “longa data”. Este contratou Carlos Alexandre e então premeditaram o crime. “Fizeram uma cilada para ela. Combinaram para ela ir até uma chácara no Três Barras fazer um pagamento onde, na verdade, ela foi assassinada”, assinalou a delegada Anaíde Barros. Conforme o plano, a adolescente foi à agência do banco Itaú, no Porto, onde sacou os R$ 500. Pegou a motocicleta Honda Bizz e foi até a chácara, onde entregou R$ 400 a Paulo. Na chácara, estava também Carlos Alexandre. Os dois confessaram que pegaram a garota e a asfixiaram com um pedaço de pano na boca. Ao perceber que a menina estava em óbito, a colocaram num Gol e a enterraram numa cova rasa num local de difícil acesso. Para a delegada, foi uma forma de ocultar provas do crime e o próprio assassinato.

Edição EDIÇÃO 16964




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