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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 01 de Junho de 2010, 20h:06

BOI GORDO

Ação é concluída com 4 preventivas

A Polícia Civil concluiu as investigações que deram origem a Operação Boi Gordo, deflagrada no dia 19 de maio, que culminou na prisão de seis pessoas envolvidas em roubo de gado, na região médio norte de Mato Grosso. O inquérito policial foi encaminhado ao Fórum da comarca de Nobres na sexta-feira. Os seis suspeitos foram indiciados por crimes de roubo e formação de quadrilha. Quatro tiveram prisões preventivas decretadas. O suposto chefe da quadrilha, Edson José de Almeida Meira, o “Edinho Meira”, além de José Hermínio Alves Pedroso, o “Zé”, Paulo Vilela Siqueira Meira, o “Nho”, Joelson Bomdespacho Santana Alves, o “Pantaneiro”, tiveram prisões preventivas cumpridas no dia 24 de maio. Apenas Valdinei Nascimento Pinho, ex-funcionário de fazenda, e Josenil Rodrigues da Silva, o “Zeca”, foram liberados após vencimento da temporária, já que não tiveram preventiva pedida. “Edinho Meira” e Joelson Bomdespacho vão também responder por posse irregular de arma de fogo e munições. Na casa do líder do bando, a polícia encontrou várias munições, o que comprova a alta periculosidade do acusado, e, ainda, munições de calibre diferente das armas de fogo apreendidas. As investigações iniciaram pela Delegacia Municipal de Nobres após o furto de 72 cabeças de gado da fazenda Barra do Arinos, situada na estrada do “Boteco Azul”, acesso para Trivelato, em Nobres, no dia 2 de setembro de 2009. Os assaltantes permaneceram no local por quase todo o dia e deixaram o caseiro e sua família trancados na casa. Com a prisão da quadrilha, o delegado responsável pelas investigações, Wagner Bassi Junior, esclareceu que o gado foi transportado por caminhões contratados por Edinho Meira e que um dos caminhões era conduzido pelo irmão de Edinho, Paulo Vilela. Os “capangas” que invadiram a fazenda e rederam a família do caseiro foram contratados por José Hemínio. Também restou confirmado que o gado roubado ficou na fazenda de Edinho Meira por 15 dias, período em que o acusado abateu todos os animais. O líder da quadrilha usava um açougue de sua propriedade em Jangada, para “limpar” parte da carne obtida com gado de origem ilícita. Esse açougue foi identificado como tendo nome fantasia de “Açougue do Rodrigo”. “Tais informações corroboraram com os fatos apurados anteriormente, ou seja, que a quadrilha vinha cometendo crimes de forma reiterada, inclusive planejando novos delitos”, destacou Bassi. Além do roubo em Nobres, as investigações descobriram a atuação em Tangará da Serra, Jangada, Rosário Oeste e Cuiabá. (Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16964




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