POLÍCIA
Sexta-feira, 20 de Março de 2009, 21h:11
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EXPULSÃO DE DETENTAS
6 bolivianas são expulsas de Cáceres
Prisioneiras bolivianas que cumpriam pena por tráfico em Cáceres foram mandadas embora, porque a cadeia está interditada e será reformada
Clarice Navarro Diório,
da sucursal de Cáceres
Dois camburões da Polícia Federal fizeram ontem a escolta de seis presas bolivianas que cumpriam pena por tráfico de drogas na cadeia de Cáceres e que foram expulsas do Brasil. A decisão de expulsão foi tomada pelo governo brasileiro, atendendo a pedido da Justiça mato-grossense. O decreto de expulsão das oito presas bolivianas foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há quinze dias. Duas delas já haviam deixado o país na semana passada. As presas restantes foram levadas por uma equipe da Polícia Federal até o Departamento de Emigração da Bolívia, em San Mathias, cidade fronteiriça localizada a 80 km de Cáceres. O decreto de soltura das presas foi assinado pelo juiz Alex Nunes de Figueiredo, da Vara de Execuções Penais de Cáceres. A Justiça decidiu acelerar a execução do decreto de expulsão levando em consideração que a cadeia feminina de Cáceres se encontra interditada desde o último dia 12. Além da expulsão das seis bolivianas, 81 detentas começaram a ser transferidas para presídios da capital - 15 delas foram levadas na tarde de quinta-feira para o presídio Ana Maria do Couto, em Cuiabá, que dispõe de creches, uma vez que a prioridade foi transferir as detentas com filhos pequenos que cumprem penas. A transferência de todas elas deve ser concluída ainda hoje, para a liberação do presídio, que deverá passar por uma ampla reforma, de acordo com determinação da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública - Sejusp. O prazo para a transferência total das presas é de 30 dias a partir do dia da interdição, mas uma reunião entre o juiz Alex Figueiredo, o promotor de justiça Alan Sidney do Ó Souza realizada na quarta-feira, definiu que a transferência de todas elas seria concluída até hoje. No entanto, até as 17 horas de ontem 61 detentas ainda continuavam no local aguardando a transferência. O Centro de Ressocialização Feminino, nome dado à cadeia de Cáceres, foi interditado devido a problemas de falta de segurança, superlotação e infraestrutura. Com capacidade para 42 detentas, o local acomodava uma média de 100 mulheres, a maioria cumprindo pena por tráfico de drogas. A Polícia Militar não faz a segurança externa do local por falta de efetivo. O prédio está com rachaduras, infiltração, fiação elétrica precária, fossa a céu aberto e poço artesiano comprometido, situação que requer uma reforma urgente.