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MUNDO
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011, 19h:56

HAITI

Uruguai pedirá desculpas por abuso de soldados

O ministro da Defesa uruguaio, Eleuterio Fernández Huidobro, disse ontem que o governo quer pedir desculpas ao Haiti "o quanto antes" e indenizar a vítima de uma suposta agressão sexual por parte de um grupo de capacetes azuis uruguaios no país caribenho. "Nós agimos com a maior preocupação, o mais urgentemente possível, para pedir desculpas ao governo do Haiti e recompensar a vítima", disse Fernández Huidobro em uma coletiva de imprensa, após informar o caso à Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados. O ministro assegurou que isso "deve ser a questão central", assim como investir nas "investigações e aplicar as máximas sanções imagináveis". Fernández Huidobro, ex-guerrilheiro, admitiu que "isso traz muito dano ao Uruguai, às Forças Armadas, que têm mortos, gente que entregou sua vida" pelas missões de paz. Nos últimos dias, o Uruguai - país que contribui proporcionalmente com o maior número de soldados para as forças da ONU na nação caribenha (1.200) - foi atingido pela denúncia de uma suposta agressão sexual contra um jovem por parte de um grupo de capacetes azuis no Haiti. O episódio foi filmado com um telefone celular e divulgado no fim de semana pela internet. Atualmente, as Nações Unidas, o comandante das forças da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti) e o Ministério de Defesa uruguaio investigam o episódio em separado. As Forças Armadas indicaram no domingo em um comunicado que o relatório preliminar da ONU descartou a intenção de abuso sexual por parte dos envolvidos, mas Ferández Huidobro disse nesta terça-feira que "o Ministério da Defesa não descarta nada". A Minustah autorizou ontem a repatriação dos militares uruguaios supostamente implicados na agressão sexual ao jovem haitiano para que sejam submetidos à Justiça uruguaia. O chefe do Escritório de Informação Pública e Comunicação do Minustah, Eliana Nabaa, disse que o comando das Forças Armadas uruguaias pediu a repatriação, que, por sua vez, foi autorizada pelo comando da Minustah no Haiti. No entanto, Nabaa não informou quando os militares serão entregues ao governo uruguaio.

Edição EDIÇÃO 16964




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