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MUNDO
Terça-feira, 12 de Agosto de 2014, 19h:13

RÚSSIA

Ucrânia diz que não permitirá ajuda

A Ucrânia não permitirá a entrada em seu território do comboio humanitário russo que está a caminho da fronteira, anunciou ontem o chefe adjunto do gabinete da presidência ucraniana, Valeri Chaly. "Não consideramos possível o deslocamento de colunas russas no território de Ucrânia. O conteúdo do comboio poderia passar por um posto de fronteira ucraniano e ser transportado em um veículo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Não aceitaremos que (a ajuda humanitária) esteja acompanhada pelo ministério russo das Situações de Emergência ou por militares russos", declarou Chaly em uma entrevista coletiva. Caminhões com ajuda humanitária saíram nesta terça-feira de Naro-Fominsk rumo ao leste da Ucrânia, informaram as autoridades da cidade russa. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou na segunda o envio do comboio humanitário, apesar dos receios do governo de Kiev, assim como dos Estados Unidos e da União Europeia, que teme que se trate de um pretexto para uma intervenção armada. Segundo o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, toda missão humanitária internacional deve excluir qualquer tipo de presença militar e a ajuda deve entrar em território ucraniano através dos postos fronteiriços controlados por Kiev, após o que seria escoltada pelas forças governamentais. "Os caminhões levarão aos moradores da Ucrânia oriental mais de 2.000 toneladas de carga humanitária reunida pelos moscovitas e pelos habitantes da região de Moscou", disse um porta-voz do governo da capital citado pela agência oficial russa "RIA Novosti". A ajuda humanitária, que será transportada em 280 caminhões, inclui 400 toneladas de cereais, 100 toneladas de açúcar, 62 toneladas de alimentos para crianças, 54 toneladas de remédios, 12.000 sacos de dormir e 69 geradores elétricos. A Cruz Vermelha anunciou que está pronta para coordenar a entrega de ajuda humanitária russa no leste da Ucrânia, mas destacou que ainda espera a confirmação de que suas condições serão respeitadas. Kiev suspeita que Moscou quer utilizar o pretexto humanitário para ajudar os insurgentes separatistas pró-Rússia, submetidos há várias semanas a uma grande ofensiva ucraniana e obrigados a permanecer entrincheirados em seus dois últimos redutos de Donetsk e Lugansk.

Edição EDIÇÃO 16964




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