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MUNDO
Terça-feira, 30 de Setembro de 2014, 21h:00

CONFLITO

Ucrânia abre investigação criminal contra órgão russo

A Procuradoria da Ucrânia informou ontem que abriu uma investigação criminal contra um órgão de segurança da Rússia, acusando-o de apoiar separatistas e grupos terroristas no leste do país. A medida parece ser uma resposta em retaliação a um processo criminal lançado na segunda-feira pela Rússia contra "representantes não identificados da liderança política e militar da Ucrânia", da Guarda Nacional e organizações nacionalistas ucranianas, os quais foram acusados de cometer "genocídio". As duas investigações judiciais aumentam as tensões entre os dois ex-países soviéticos vizinhos. Em um comunicado, o escritório do procurador-geral da Ucrânia disse que abriu uma investigação criminal contra os responsáveis - do Comitê de Investigação da Federação Russa, uma corporação policial que responde somente ao presidente Vladimir Putin. A declaração acusa as autoridades russas de "de interferência ilegal" no trabalho dos organismos de aplicação da lei da Ucrânia e das forças armadas. "(Essa interferência) destina-se a ajudar as organizações terroristas 'República Popular de Donetsk' e 'República Popular de Lugansk' nas suas atividades criminosas, obstruindo o desempenho de funções por parte de funcionários do governo", disse. Os separatistas criaram os Estados de Lugansk e Donetsk no leste, declarando independência da Ucrânia. Desde então, conflitos entre forças ucranianas e os rebeldes ocorrem na região. No último dia 5, as partes iniciaram um cessar-fogo que vem sendo marcado por conflitos diários e ataques de artilharia. O presidente do país, Petro Poroshenko, ofereceu às regiões ampla autonomia, mas diz que elas têm de continuar a fazer parte da Ucrânia. EUROPA Representantes dos países da União Europeia mantiveram um pacote de sanções à Rússia pelo seu apoio aos separatistas, disseram autoridades do bloco. As últimas sanções da UE foram implementadas apesar do cessar-fogo, mas haveria a possibilidade de cancelar as restrições caso o plano de paz estivesse sendo cumprido. No entanto, após uma reunião, os embaixadores concluíram que a situação no leste não melhorou.

Edição EDIÇÃO 16968




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