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MUNDO
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, 22h:05

VIOLÊNCIA

Tumulto em templo mata 63 na Índia

No Iraque, três ataques em apenas poucas horas mataram ao menos 14 pessoas, frustrando o dia de votação antecipada para agentes de segurança

Ao menos 63 pessoas - 37 crianças e 26 mulheres - morreram ontem em um tumulto dentro de um templo do norte da Índia, onde cerca de 10 mil pessoas se reuniam para buscar roupas e alimentos distribuídos gratuitamente, segundo o balanço mais recente da polícia. "Contamos todos os corpos e registramos 37 crianças e 26 mulheres que haviam chegado para uma distribuição de doações", declarou por telefone à o subdelegado S.P. Pathak, que estava no local da tragédia. O incidente ocorreu no templo hindu Ram Janki da cidade de Pratapgarh, 650 km ao sudeste de Nova Délhi, no estado de Uttar Pradesh. A correria dentro do templo ocorreu quando uma grande porta de metal caiu sobre alguns fiéis. Segundo a polícia, nenhum homem morreu na confusão, que ocorreu na parte da frente da fila, onde estavam as mulheres e crianças. Representantes do governo afirmaram que os organizadores não estavam preparados para receber a quantidade de pessoas que apareceram para encontrar Kripaluji Maharaj, um homem venerado na localidade. IRAQUE Três ataques em apenas poucas horas mataram ao menos 14 pessoas na manhã de ontem no Iraque, frustrando o dia de votação antecipada para agentes de segurança e aumentando os temores de violência e mais atentados domingo, quando cerca de 20 milhões de iraquianos vão às urnas para eleições parlamentares. Os ataques ocorreram na capital iraquiana, Bagdá, no dia da votação especial para soldados, policiais, presos e pessoas hospitalizadas, em uma antecipação do pleito parlamentar do próximo domingo, que vai eleger a nova coalizão governante em meio a um cenário de tensão entre sunitas e xiitas. Cerca de 850 mil pessoas devem votar antecipadamente. As eleições parlamentares são a segunda desde a invasão americana de 2003 que derrubou Saddam Hussein, levando a criação de um governo liderado pelos xiitas. Os insurgentes ameaçaram diversas vezes usar a violência para atrapalhar as eleições, cruciais para que o governo mostre que está no controle no país e pode superar a violência sectária, a medida em que as tropas americanas começam sua retirada. A segurança - e promessas não cumpridas- estavam no topo dos assuntos listados por policiais que votaram na cidade sagrada xiita de Najaf. Na mesma região, folhetos com a assinatura da rede terrorista Al Qaeda com mensagens contra a eleição eram distribuídos à população. Duas horas antes, cinco civis morreram e outros 22 ficaram feridos em uma explosão em um edifício do norte de Bagdá, a 500 metros de um local de votação que será usado no domingo, quando a população foi convocada a votar.

Edição EDIÇÃO 16959




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