Manila, a capital filipina, amanheceu ontem com milhares de soldados nas zonas mais afetadas pelo tufão, que varreu o centro-leste do arquipélago antes de seguir para o Vietnã. O tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas na sexta-feira com ventos superiores a 300 km/h, deixou mais de 100 mortos na cidade de Tacloban, informaram as autoridades ontem. John Andrews, vice-diretor-geral da autoridade da aviação civil das Filipinas, revelou que o diretor do aeroporto de Tacloban lhe informou por rádio que "há mais de 100 mortos nas ruas da cidade, além de uma centena de feridos". Diversas cidades e vilas permaneciam totalmente isoladas neste sábado, o que faz prever um número mais elevado de vítimas. "Temos informações de que imóveis desabaram, casas foram inundadas e ocorreram deslizamentos de terra", declarou à AFP o chefe da Cruz Vermelha das Filipinas, Gwendolyn Pang. O tufão varreu as províncias orientais de Leyte e Samar, com ventos de até 315 km/h, tornando-se uma dos fenômenos mais violentos a atingir terra firme da história. Após passar sobre o centro e o sul das Filipinas, Haiyan seguia sobre o Mar do Sul da China em direção ao Vietnã. O Exército iniciou ontem o envio de aviões C-130 com material de socorro para Tacloban, capital da província de Leyte.