Os talibãs confirmaram ontem, em comunicado, a morte do seu líder mulá Omar, um dia após ter sido anunciada pelo governo afegão. A liderança do Emirado Islâmico e a família de Omar anunciam que o líder morreu por causa de uma doença. Pouco antes deste anúncio, o Paquistão tinha confirmado o adiamento da segunda rodada de negociações de paz entre o governo de Cabul e os talibãs, um dia após as autoridades afegãs terem admitido a morte do chefe histórico dos rebeldes. Durante a rodada, prevista para hoje em território paquistanês, o governo afegão deveria começar a negociar um cessar-fogo com os talibãs, indicaram esta semana autoridades em Cabul. Devido às informações relacionadas à morte do mulá Omar e a da incerteza que suscitou, foi adiada a segunda rodada de conversas de paz afegãs, informou em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês. O Paquistão e os outros países amigos do Afeganistão esperam que a liderança dos talibãs continue empenhada nas conversas para que seja alcançada uma paz duradora no Afeganistão, disse.