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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 03 de Setembro de 2011, 12h:14

EUA E REINO UNIDO

Serviços secretos já cooperavam com Khadafi

Documentos apontam que em ao menos oito ocasiões o serviço de inteligência americano enviou suspeitos de terrorismo para serem interrogados na Líbia

Documentos descobertos em um prédio do governo líbio revelam ligações estreitas entre os serviços secretos dos EUA (CIA) e do Reino Unido (MI-6) e os serviços de inteligência do regime do ditador Muammar Khadafi. Segundo informações publicadas pelo jornal "The New York Times", os documentos, achados na sede de um órgão de segurança em Trípoli, apontam que em ao menos oito ocasiões o serviço de inteligência americano enviou suspeitos de terrorismo para serem interrogados na Líbia - país famoso por sua reputação com torturas - dentro do controverso programa de "rendição". Em 2004, durante o governo de George W. Bush (2001-2009), a CIA estabeleceu "uma presença permanente" na Líbia, diz uma mensagem de Stephen Kappes, um dirigente da CIA, dirigida a Mussa Kussa, chefe dos serviços de inteligência líbios entre 1994 e 2009. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", a mensagem começa com "Querido Mussa" e está assinada por "Steve". Em Londres, o jornal "The Independent" publicou informações similares sobre ligações entre os serviços líbios e britânicos na mesma época. Segundo o diário britânico, os documentos revelam, entre outras coisas, como detalhes privados de oponentes do ditador líbio exilados na Inglaterra foram passados ao regime de Khadafi pelo MI-6. Além disso, autoridades britânicas teriam ajudado a redigir a minuta de um discurso para Khadafi quando este decidiu há alguns anos abandonar o apoio a grupo terroristas e colaborar com o Ocidente. Outros documentos revelam que EUA e Reino Unido atuaram em nome da Líbia nas negociações deste país com a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA). Os despachos secretos foram descobertos na sexta-feira por membros da Human Rights Watch (HRW), que o entregaram à imprensa. SÍRIA O embargo imposto pela UE (União Europeia) ao petróleo procedente da Síria entrou em vigor ontem a outras sanções a personalidades e empresas do regime do ditador Bashar al Assad, com o objetivo de aumentar a pressão política e econômica pela violenta repressão empreendida no país. Este novo regulamento "deverá entrar em vigor imediatamente". Mas a Itália conseguiu abrir uma exceção porque tem contratos já assinados, que poderão ser cumpridos até 15 de novembro. Com esta sanção, os 27 países do bloco comunitário pretendem reduzir os meios de financiamento do regime de Assad, que vende 95% de seu petróleo à Europa.

Edição EDIÇÃO 16961




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