As duas pessoas que seqüestraram ontem um avião turco se renderam às forças de segurança no aeroporto de Antalya, na Turquia, sem deixar vítimas ou danos materiais, informou a rede de televisão NTV. Uma equipe das forças de segurança antiterroristas foi a Antalya, onde cercaram a aeronave seqüestrada. O seqüestro, que durou pouco mais de cinco horas, terminou sem vítimas ou danos materiais, exceto algumas lesões menores sofridas por alguns passageiros que escaparam do avião da companhia privada turca Atlas Jet. A rendição dos seqüestradores aconteceu quase imediatamente depois da libertação dos dois últimos passageiros que estavam no aparelho. Mehmet Adas - um dos passageiros - tinha dito momentos antes, em declarações telefônicas à Efe do avião, que os seqüestradores eram de nacionalidade libanesa e protestavam em nome da rede terrorista Al Qaeda por causa das "pressões e torturas" em seu país. "O seqüestradores só dizem que querem ir para o Irã. São libaneses e protestam por causa das pressões e torturas no Líbano. Dizem que estão fazendo isso em nome da Al Qaeda. Só dizem isso", afirmou Adas. Fontes turco-cipriotas tinham informado antes que os seqüestradores eram estudantes de nacionalidade iraniana, que moravam no Chipre. Esse passageiro confirmou que os terroristas tinham "uma bomba de fabricação caseira nas mãos". Segundo a fonte, os seqüestradores o tinham mantido sob seu poder porque sabe árabe e porque as baterias de seus telefones estavam descarregadas, de modo que usavam o celular de Adas para se comunicar com o exterior.