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MUNDO
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008, 20h:14

ASIÁTICOS

Russos buscam apoio para conflito contra a Geórgia

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, viajou ontem para Duchambe, capital do Tadjiquistão, para participar da reunião da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) que acontece hoje. O intuito do líder russo é buscar, na Ásia, apoio para as ações que têm promovido na vizinha Geórgia, aliada dos Estados Unidos. No começo de agosto, a Rússia invadiu a Geórgia para proteger a Ossétia do Sul, uma região separatista do país, de uma ofensiva militar georgiana. O conflito acabou graças a um acordo de paz mediado pela União Européia e pelos EUA. Ontem, Medvedev deu novo combustível à crise ao anunciar que o país reconhecia a autonomia da Ossétia do Sul e da Abkházia. O presidente americano, George W. Bush, pediu logo que a Rússia "reconsiderasse" a sua "irresponsável decisão". Hoje, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e países europeus engrossaram o coro. APOIO Para a Rússia, a maior vitória possível no SCO seria obter o apoio da China. Medvedev e o presidente chinês, Hu Jintao, se reúnem amanhã. Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang, afirmou que o país está "preocupado" com a situação de Ossétia do Sul e Abkházia. Questionado, o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, disse que a China tomará as próprias decisões. "Eu acho que não vimos nenhum país seguir a Rússia", afirmou. Na noite de ontem, o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, telefonou para Bush, mas o conteúdo do diálogo não foi divulgado. Nesta quarta, ele concedeu entrevista afirmando que não deixa a Geórgia por medo de que os russos impeçam seu retorno. Oficialmente, a questão da Geórgia não integra a agenda do SCO, que inclui o Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão. NOVA GUERRA FRIA Em meio à crise, tanto EUA quanto Rússia enviaram embarcações para a Geórgia, ontem. Os EUA enviaram o seu segundo navio militar com ajuda humanitária ao mar Negro; enquanto a Rússia enviou um cruzador e mais dois barcos para o porto de Sukhumi, capital da Abkházia, a 289 km de Batumi, para realizar operações de paz.

Edição EDIÇÃO 16960




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