O presidente paquistanês, o primeiro-ministro e outros membros do gabinete do governo deveriam estar no Hotel Marriott, em Islamabad, atingido por um grande atentado no sábado, segundo afirmou ontem o ministro do Interior Rehman Malik. Pelo menos 53 pessoas morreram e outras 266 foram feridas com a explosão de um caminhão-bomba na entrada do local. Entre os mortos está o embaixador da República Checa, um vietnamita e dois membros do Exército americano que trabalhavam na Embaixada dos EUA em Islamabad. Malik afirmou que os planos para o jantar foram alterados de última hora, mas não disse os motivos para a mudança. Segundo o ministro, a presidente do Parlamento, Fahmida Mirza, planejou o evento para os ministros do governo, para o presidente Asif Alí Zardari - viúvo da ex-premiê Benazir Bhutto e o primeiro-ministro Youssef Raza Gilani, além de outras autoridades estrangeiras. Mas no último minuto, o presidente pediu para que o jantar fosse realizado na residência do premiê. "Talvez os terroristas soubessem que o Marriott receberia o jantar com todos os líderes do governo, incluindo o presidente, o premiê e a presidente do Parlamento", disse Malik. Serviços de inteligência do Paquistão e dos EUA culparam a rede terrorista Al-Qaeda pelo ataque de sábado. Segundo funcionários dos governos paquistanês e americano, a sofisticação do atentado mostra que foi um trabalho do grupo. Porém, um grupo islâmico pouco conhecido assumiu a responsabilidade pelo ataque, informou o canal Arabiya nesta segunda.