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MUNDO
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014, 19h:31

UCRÂNIA

Poroshenko propõe autonomia para regiões separatistas

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, propôs ontem conceder três anos de autonomia para determinadas áreas das regiões rebeldes de Donetsk e Lugansk. O projeto de lei foi enviado ao Parlamento ucraniano. O documento inclui a anistia para os separatistas que não cometeram delitos graves e não estão envolvidos na queda do avião da Malaysia Airlines em Donetsk, em julho, com 298 pessoas a bordo, informaram os meios locais. Além disso, o presidente convocou eleições locais para 9 de novembro para que essas regiões escolham seus representantes. Poroshenko também se comprometeu a garantir o uso do idioma russo nas regiões, uma das principais demandas dos insurgentes. RÚSSIA Os ministros de Relações Exteriores da Rússia, França e Alemanha se reuniram em Paris ontem para discutir a crise na Ucrânia, segundo uma fonte diplomática. Os ministros estavam reunidos em Paris por ocasião da conferência sobre o combate ao Estado Islâmico. A Rússia vai honrar todos os acordos com a União Europeia e a Ucrânia, mas tomará "medidas de proteção" se um pacto de associação entre o bloco e o país entrar em vigor, disse o premiê, Dmitri Medvedev, ontem. A União Europeia e a Ucrânia concordaram na sexta-feira em adiar a implementação do seu acordo de livre comércio até o final de 2015, o que seria uma concessão à Rússia. A crise na Ucrânia esfriou as relações entra Moscou e os países ocidentais. Os aliados de Kiev acusam a Rússia de armar os separatistas do leste da Ucrânia, algo que Moscou nega. Diante disso, os EUA e a UE ampliaram as sanções ao país na semana passada que afetaram os setores de petróleo e defesa. "A força da Rússia está sendo testada por sanções impostas pelo Ocidente, e o país tem de reagir de uma forma equilibrada", disse Medvedev. "Quando uma série de nossos parceiros, se é que eles podem ser chamados assim, testa a força da Rússia por meio de sanções e todo tipo de ameaças, é importante a sucumbir à tentação das chamadas soluções fáceis e preservar e continuar o desenvolvimento do processo democrático na nossa sociedade, no nosso Estado", disse.

Edição EDIÇÃO 16968




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