A Arábia Saudita tem usado uma rede incomparável de ligações tribais e familiares para infiltrar fortalezas militantes islâmicas no Iêmen, permitindo que ajudem a combater uma conspiração terrorista contra os Estados Unidos, afirmaram funcionários do golfo e ex-diplomatas. A implantação de agentes contra um alvo da rede Al Qaeda que aprendeu a evitar comunicações eletrônicas permitiu que os serviços de segurança sauditas interrompessem um terceiro provável ataque em 30 meses, disse um oficial de segurança regional à Reuters nesta quarta-feira. Perguntado sobre os relatos de que o maior exportador de petróleo do mundo e principal aliado de Washington no golfo tinha comandado a operação, o funcionário respondeu: "É totalmente verdade". ATAQUE Pistas vindas de Riad ajudaram a frustrar um ataque a bomba suicida planejado em um avião sobre Detroit em 2009 e revelaram uma bomba disfarçada de cartucho de impressora embarcada em Dubai em um avião com destino a Chicago em outubro de 2010. O último suposto plano envolvia um homem-bomba, aparentemente um agente duplo, encarregado de ocultar explosivos nas roupas íntimas para derrubar um avião dos EUA. Autoridades norte-americanas culparam a Arábia Saudita pela resposta lenta à ameaça da al Qaeda depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, mas muita coisa mudou depois que bombas atingiram alvos em Riad, em 2003, levando a uma campanha conjunta que tirou a Al Qaeda do reino.