MUNDO
Sábado, 13 de Junho de 2009, 12h:09
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COMBATE
Paquistão prepara nova ofensiva contra talebans
Islamabad prepara uma ofensiva contra o grupo fundamentalista islâmico Taleban na zona tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão, informaram ontem responsáveis americanos da Defesa, confirmando versões de militares paquistaneses. Além da ofensiva lançada no final de abril pelo Exército paquistanês no Vale do Swat (noroeste), para desalojar os talebans, estão preparando uma campanha no Waziristão do Sul, onde os Estados Unidos esperam resultados positivos para o Afeganistão, disse um alto funcionário da Defesa, que pediu para não ser identificado. O Waziristão do Sul é um reduto do movimento taleban no Paquistão (Tehreek-e-Taliban Pakistán), de Baitullah Mehusd, que reivindicou os atentados suicidas de sexta-feira no Paquistão e o ataque de terça-feira passada contra um hotel de Pesahwar, revelou o funcionário. Também ontem um porta-voz do Taleban no Paquistão assumiu os atentados suicidas praticados na terça-feira contra um grande hotel de Peshawar dois ataques realizados nesta sexta. Segundo ele, o grupo foi responsável pelos ataques contra o hotel Pearl Continental de Peshawar e contra o chefe religioso crítico aos talebans, Sarfraz Naeemia, que foi morto por um homem-bomba que se explodiu no escritório dele logo depois do final das tradicionais orações de sexta-feira, segundo a polícia. Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas. ELEIÇÕES O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, terá de derrotar 40 candidatos se quiser renovar seu mandato nas eleições presidenciais de 20 de agosto, segundo a Comissão Eleitoral do país divulgou ontem. Dois candidatos de etnia turcomana, Sayed Jafar Hofyani e Akar Bai, tiveram suas candidaturas impugnadas. [As duas candidaturas rejeitadas] não cumpriam os critérios de apresentação. As eleições presidenciais terão 41 candidatos, incluindo duas mulheres', disse em Azizula Ludin, chefe da Comissão Eleitoral afegã. Numa entrevista coletiva em Cabul, Ludin, que não especificou os critérios de escolha, afirmou que na lista final há pessoas 'que não merecem ser presidente'.