MUNDO
Quarta-feira, 08 de Julho de 2015, 20h:41
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AMÉRICA LATINA
Papa pede leis contra a repressão
O papa Francisco fez, ontem, um apelo ao Equador e aos povos latino-americanos, para que evitem a dolorosa memória de qualquer tipo de repressão, controle desmedido e restrição de liberdades nas suas normas e leis. O pontífice falou na Igreja de São Francisco de Quito, durante viagem à América Latina, que o levará também à Bolívia e ao Paraguai. DESTAQUE Francisco destacou como o Equador e outras nações da América Latina devem enfrentar novos desafios, que requerem a participação de todos os setores sociais. A migração, a concentração urbana, o consumismo, a crise da família, falta de trabalho, as bolsas de pobreza que geram incerteza, bem como tensões que constituem ameaça à convivência social, foram alguns dos exemplos que apontou. O papa alertou que as normas e leis, assim como os projetos da comunidade civil, devem procurar a inclusão, abrir espaços para o diálogo, o encontro, e assim abandonar a dolorosa memória de qualquer tipo de repressão, controle desmedido e restrição de liberdade. ESPERANÇA Para Francisco, a esperança de um futuro melhor para esses países começa pela criação de emprego e de crescimento econômico, mas que não fique nas estatísticas macroeconômicas e que [promova] um desenvolvimento sustentável que gere um consenso social, firme e coeso. Na audiência, o papa deu o exemplo de alguns países europeus, onde o desemprego juvenil se encontra entre 40% e 50%. O pontífice citou o fenômeno dos nem nem, jovens que nem estudam, nem trabalham e, diante da falta de trabalho, cedem a vícios, à tristeza, à depressão, ao suicídio ou envolvem-se em projetos de loucura social.