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MUNDO
Segunda-feira, 10 de Maio de 2010, 20h:17

SUPREMA CORTE

Obama indica mulher que nunca foi juíza

Se aprovada, será a terceira mulher na atual composição da Corte, e a primeira integrante em muitos anos a não ter atuado como juíza, fato que provocou críticas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou ontem a procuradora-geral do país, Elena Kagan - que nunca atuou como juíza -, para a Suprema Corte, o tribunal de mais alta instância do país. Caso seja confirmada pelo Senado, Kagan, de 50 anos, vai ocupar a vaga do juiz John Paul Stevens, que anunciou sua aposentadoria no mês passado, e será a mais jovem integrante da Suprema Corte. Ela também será a terceira mulher na atual composição da Suprema Corte, e a primeira integrante em muitos anos a não ter atuado como juíza, fato que provocou algumas críticas. Ao fazer o anúncio de sua escolha, na Casa Branca, Obama disse que Kagan vai trazer "excelência, independência, integridade e paixão" ao cargo. "Eu espero trabalhar com o Senado e obrigada, senhor presidente, por essa honra", disse Kagan. LIBERAL Considerada liberal em muitas de suas posições, Kagan tem um histórico de defesa dos direitos dos homossexuais que, segundo alguns analistas, poderá preocupar os republicanos no Senado. Kagan foi reitora da Faculdade de Direito de Harvard e atuou como conselheira do governo de Bill Clinton de 1995 a 1999. No ano passado, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos. Segundo analistas, as opiniões de Kagan sobre temas polêmicos nos Estados Unidos, como aborto ou porte de armas, deverão ser foco de sua audiência de confirmação no Senado. Apesar das críticas, alguns analistas afirmam que a falta de experiência de Kagan como juíza pode também se revelar positiva em sua confirmação no Senado, já que a oposição não poderá atacá-la baseada em seu histórico de decisões sobre temas polêmicos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. COLABORAÇÃO As autoridades dos EUA estão "muito satisfeitas" com a colaboração do Paquistão na investigação sobre o atentado frustrado de 1º de maio em Times Square, no centro de Nova York, informou ontem o Departamento de Estado americano, segundo a agência AFP. "Estamos muito satisfeitos com a cooperação da qual nos beneficiamos até o momento nesta investigação", disse P. J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. O funcionário ainda acrescentou que o governo paquistanês "atua fortemente" contra os insurgentes e que "medidas suplementares" poder ser necessárias ao longo das investigações. O Paquistão se ofereceu para auxiliar os EUA no caso desde que o paquistanês naturalizado americano Faisal Shahzad foi detido por suspeita de envolvimento no caso.

Edição EDIÇÃO 16968




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