MUNDO
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008, 21h:05
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CHINA
Novo tremor de 5,5 volta atingir região
Logo após o novo tremor, que durou aproximadamente dez segundos, os trabalhos de resgate foram retomados; Mortos na China passam de 22 mil
Além do número de mortos continuar aumentando, as réplicas do terremoto também atingem a região no sudoeste da China. Segundo medições feitas pelos Estados Unidos, o tremor de ontem atingiu 5,5 graus na escala Richter. Já a Xinhua informa que a intensidade foi de 5,9 graus. Ontem, vários veículos ficaram soterrados após os deslizamentos de terra causados por uma réplica que atingiu a zona do epicentro do terremoto da segunda-feira passada na província de Sichuan (sudoeste). MORTOS As vítimas do terremoto de 7,9 graus na escala Richter que atingiu a China já ultrapassam os 22 mil, informou ontem a agência de notícias estatal Xinhua. Anteontem, o governo estimou que o número de mortos vítimas do terremoto pode superar 50 mil. Segundo a Xinhua, que cita o escritório responsável pelos trabalhos de emergência do Conselho de Estado, um total de 22.069 pessoas morreram em todo o país e outras 168.669 ficaram feridas por causa do terremoto que atingiu o sudoeste da China no início desta semana. Pouco antes, o governo da Província de Sichuan - o epicentro do terremoto - havia informado que, só na região, 21.577 pessoas morreram e 159 mil ficaram feridas. Ainda segundo o vice-governador, 4,8 milhões de pessoas foram realocadas. Nas regiões vizinhas, segundo a Xinhua, 364 pessoas morreram em Gansu, 109 em Shaanxi, 15 em Chongqing, duas em Henan, uma em Yunnan e outra em Hubei. Milhares de moradores de Beichuan, uma das áreas mais atingidas, foram vistos nos últimos dias deixando a região carregando crianças de colo, sacolas e malas, em busca de abrigo. ESCOLAS Ontem, a China anunciou o início de uma investigação a respeito do grande número de escolas que desabaram após o tremor, enquanto outros edifícios permaneceram intactos. O terremoto atingiu a Província de Sichuan durante a tarde, horário em que a maior parte dos estudantes está em aula. Centenas de crianças e adolescentes morreram, e muitos pais acusam agora as autoridades de falta de segurança nas construções para cortar custos. "Estou muito triste com as mortes de estudantes. Se as investigações apontarem irregularidades, elas serão investigadas com muitas seriedade", disse Jiang Weixin, Ministro da Construção da China, à imprensa local durante coletiva exibida por uma estação de TV.