MUNDO
Sábado, 25 de Julho de 2015, 12h:51
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SUEZ
Novo Canal é aprovado em operação-teste
O canal atual rende US$ 5 bilhões anuais. O novo, que permitirá trânsito em duas mãos de navios maiores, deve aumentar as receitas a US$ 15 bi
Os primeiros cargueiros passaram pelo novo Canal do Suez ontem em uma operação-teste antes da abertura no próximo mês, após 11 meses de obras orçadas em US$ 8 bilhões para a construção da nova passagem alojada ao lado do canal de 145 anos. O novo canal, com o qual o presidente Abdel Fatah al-Sisi espera expandir o comércio na rota mais rápida entre a Europa e a Ásia e impulsionar a economia egípcia, será formalmente inaugurado no dia 6 de agosto. Sisi quer que o canal se torne um símbolo de orgulho nacional e ajuda a combater os índices de desemprego do Egito. O velho canal já é uma das principais fontes de renda para o Egito, que enfrenta uma queda no turismo e no investimento estrangeiro desde as turbulências do levante popular de 2011. Segundo a agência Mena, três navios cruzaram a nova passagem. Um deles era um navio americano que seguiu de Port Said no Egito à Arábia Saudita, outro, um navio dinamarquês que seguia dos Estados Unidos para Singapura, e, por fim, uma embarcação do Bahrein que viajou da Itália para a Arábia Saudita. Os exercícios aconteceram em meio a um esquema de forte segurança. Um grupo insurgente na Península do Sinai, que faz fronteira com o Canal do Suez, matou centenas de soldados e policiais desde 2013. Helicópteros sobrevoaram o canal e embarcações da Marinha escoltaram os navios. Mohab Mameesh, presidente da Autoridade do Canal do Suez, que lidera o projeto, afirmou que o teste foi um sucesso. Esse foi o primeiro teste e será seguido por mais testes, afirmou Mameesh. 99,2% do projeto já está pronto. Tudo deve estar terminado em dois ou três dias. O canal atual rende US$ 5 bilhões anuais. O novo, que permitirá trânsito em duas mãos de navios maiores, deve aumentar as receitas a US$ 15 bilhões até 2023. A nova construção deve reduzir o tempo de navegação pela metade, fazendo dela a via aquática mais rápida do mundo. O governo também planeja construir um polo internacional e logístico na região, na esperança de se torne responsável por cerca de um terço da economia egípcia. PAQUISTÃO As inundações provocadas pela monção que atinge o Paquistão desde o início da semana já provocaram 39 mortes e deixaram mais de 600 mil desabrigados em todo país, que continuará sofrendo com chuvas intensas nos próximos dias, informaram ontem fontes oficiais.