Homens armados mataram a tiros ontem um jornalista e importante assessor do líder palestino Iasser Arafat, na Cidade de Gaza, disseram testemunhas e médicos. Khalil al Zebin, 59, que dirigia uma revista financiada pela Autoridade Nacional Palestina e assessorava Arafat em temas de direitos humanos e mídia, é a vítima mais conhecida até agora do colapso da lei e da ordem na região, intensificado pelas freqüentes incursões israelenses. Zebin foi atingido por diversos tiros disparados por homens não-identificados, que atacaram pouco depois da meia-noite no lado de fora de seu escritório. Ele morreu logo depois de chegar ao hospital Shifa, em Gaza. A polícia declarou que está investigando o caso. Ninguém foi preso até o momento. Perdemos um herói entre o povo palestino (...) em um assassinato barato, disse Arafat a repórteres em seu quartel-general na Cisjordânia. Não podemos ficar em silêncio diante do que aconteceu. Um dos últimos artigos da revista de Zebin iria condenar o recente ataque contra um líder do Fatah, grupo político de Arafat, em um tiroteio realizado, de acordo com ele, por disputas internas. Um representante do Sindicato dos Jornalistas Palestinos chamou o assassinato de Zebin de um claro ataque contra todo o povo palestino. Foi uma tentativa de minar o projeto nacional e nos levar a um derramamento de sangue interno, declarou Tawfiq Abu Khoussa, vice-diretor do sindicato. Jornalistas palestinos realizaram protestos para exigir que a Autoridade Nacional Palestina investigue uma série de ataques contra eles na Cisjordânia e na faixa de Gaza.