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MUNDO
Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2010, 22h:33

ORIENTE MÉDIO

Ministro israelense descarta prazo para Estado palestino

O ministro israelense de Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, rejeitou ontem, diante do enviado do Quarteto de Madri (ONU, UE, Rússia e EUA) para o Oriente Médio, Tony Blair, um prazo para criação de um Estado Palestino. "É importante manter um diálogo aberto e honesto com os palestinos sem gerar ilusões longe da realidade e que unicamente levem a violência e a frustração", disse Lieberman, segundo um comunicado de seu escritório. Para o chefe da diplomacia israelense, "não é realista querer alcançar um acordo sobre as fronteiras finais em nove meses ou um completo (sobre todos os temas em disputa) em dois anos. Lieberman fazia referência à informação publicada ontem pelo jornal egípcio "Al-Ahram", de que a Casa Branca apresentará um plano de paz em que Israel teria de comprometer a criar um Estado palestino dois anos após o retorno às negociações. O diálogo de paz está paralisado há mais de um ano e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) recusa retomá-lo até que Israel pare totalmente a ampliação dos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, uma de suas obrigações no marco do Mapa de Caminho, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto. A ANP, presidida por Mahmoud Abbas, quer que o retorno ao diálogo não seja do zero, mas a partir do que já avançou com o anterior primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e que contenha prazos claros de cumprimento. Ontem de manhã, depois de se reunir na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh com seu colega Hosni Mubarak, Abbas repetiu que "as negociações com Israel reiniciarão no momento da interrupção das construções nos assentamentos e do reconhecimento da legitimidade internacional" de um Estado palestino. COMA O ex-primeiro ministro de Israel Ariel Sharon completou ontem quatro anos em coma profundo. Ele é elogiado e criticado, tanto por representantes da esquerda como da direita, por ter ordenado a Sharon sofreu uma hemorragia cerebral em 4 de janeiro de 2006, pouco tempo depois de deixar o comando do partido Likud (direita).

Edição EDIÇÃO 16961




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