O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu arquivar um inquérito contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Mendes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que opinou pela ausência de provas suficientes para abertura de uma ação penal. De acordo com a PGR, após abertura do inquérito no STF, as diligências que foram feitas não conseguiram dar continuidade às investigações. "Não existem dados concretos mínimos a amparar eventual instauração de ação penal. Igualmente não há indicativo de meios razoáveis para investigar fatos que aconteceram há muito e, pela natureza do que indicado possa ter ocorrido certamente praticado às escondidas, com normalmente ocorre em crimes desse jaez restrita inócua qualquer pretensão em continuar o presente feito investigativo", diz a procuradoria. Enquanto PT lança Lindbergh no RJ, Dilma encontra Pezão em Roma No inquérito, um desembargador do Rio de Janeiro e um servidor da prefeitura da cidade são acusados do crime de corrupção passiva. Em uma gravação telefônica captada com autorização judicial, o funcionário é acusado de oferecer propina ao magistrado para favorecer Lindbergh em decisões judiciais em 2008, período em que o senador ocupava o cargo de prefeito de Nova Iguaçu (RJ). Gilmar Mendes também autorizou o compartilhamento dos dados apurados no inquérito para que sejam utilizados em outra ação que trata do mesmo assunto.