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MUNDO
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 22h:05

Lula descarta tropas na Bolívia

Em meio à crise política na Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, que dará apoio logístico a pedido do presidente Evo Morales, para desmantelar grupos armados no departamento de Pando, fronteira com o Acre, mas descartou o envio de tropas. O presidente se dispôs a vender ônibus e caminhões para o Exército vizinho. Lula afirmou: "Nem pensar em ingerência brasileira na Bolívia, muito menos tropas", disse. Na última terça, Evo disse em entrevista que Lula havia se comprometido a desmantelar grupos armados que estariam atuando contra o governo. Lula deixou claro que só oferecerá veículos e ressaltou que a Polícia Federal, como já faz, estará na fronteira, do lado brasileiro. Questionado sobre qual ajuda daria à Bolívia, Lula respondeu: "Qual a ajuda? Veja, o Evo Morales pediu para a gente ver se pode vender caminhões para as tropas dele. Nós vamos tratar de ver se a indústria automobilística brasileira pode produzir, e com uma certa rapidez, alguns caminhões para a Bolívia". O presidente brasileiro avaliou que a venda de carros não deve ser encarada como uma interferência. "Se fosse assim, você não poderia vender nada para ninguém. Nós estamos fazendo uma relação comercial." Quanto ao risco de uma divisão na Bolívia, Lula foi direto: “Peço a Deus que tenha estancado, peço a Deus que todo mundo compreenda o que é melhor para a Bolívia. Eu acho que as pessoas estão percebendo que nós estamos bem-intencionados com a Bolívia. Todo mundo quer ajudar a Bolívia, agora é preciso que a Bolívia queira ser ajudada.

Edição EDIÇÃO 16968




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