A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, em comentários publicados ontem prometeu retirar os israelenses da Cisjordânia para facilitar a criação de um Estado palestino, mas o processo está sendo impedido pela falta de controle de líderes moderados palestinos em controlar os militantes. Em uma entrevista para o jornal egípcio al-Ahram, Livni, que disse que deve enfrentar o primeiro-ministro, Ehud Olmert, pela liderança do partido Kadima, disse que a retirada da Faixa de Gaza em 2005 e as retiradas da Cisjordânia não serão as últimas de regiões palestinas. "Posso garantir que Gaza não é o último passo, estamos certos de que para estabilizar um Estado palestino, nós temos que retirar (judeus) de outras áreas". "Nós não queremos controlar os palestinos". Ela não deu mais detalhes sobre quando devem ser as outras retiradas. O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, descartou ontem a possibilidade de uma operação militar na Faixa de Gaza, exceto se não houver outra opção, segundo a rádio pública israelense. Será evitada uma operação terrestre em Gaza, "exceto se não restar absolutamente mais opções", disse o ministro, que tem a intenção de deixar em breve a pasta da Defesa e aspira à de Finanças. Os comentários de Livni e Peretz vêm um dia antes do rei Abdullah da Jordânia se encontrar com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. É a primeira visita do rei em 7 anos. O rei Abdullah, Abbas e Olmert se reúne na próxima terça-feira na cidade jordaniana de Petra.