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MUNDO
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011, 20h:31

PRESSÃO

Liga Árabe enviará observadores à Síria

Orgão determinou envio de 500 integrantes de organizações não-governamentais (ONGs) de direitos humanos e da imprensa, além de observadores militares

RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil – Brasília
A Liga Árabe, que reúne 23 países, confirmou ontem a suspensão da Síria do bloco devido às denúncias de violência e repressão contra opositores do regime do presidente Bashar Al Assad. Mas o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, disse temer o agravamento da situação e apelou para que a comunidade internacional colabore para evitar “mais derramamento de sangue” no país. O assunto foi tema de uma reunião extraordinária, ontem, em Rabat, no Marrocos. Os líderes árabes apoiaram a proposta de envio de observadores à Síria como meio de garantir proteção aos civis do país. Desde março, o governo do presidente Assad impede a entrada de estrangeiros na Síria. ENVIO Na reunião, a Liga Árabe determinou o envio de 500 integrantes de organizações não governamentais (ONGs) de direitos humanos e da imprensa, além de observadores militares, para a Síria. Porém, Al Arabi disse que os observadores só serão enviados quando o governo sírio assinar um protocolo de entendimento \"definindo claramente as obrigações e os direitos de cada parte\". No domingo, o governo Assad convidou representantes da Liga Árabe para visitar o país. Na ocasião, as autoridades sírias disseram que aceitam a proposta de envio de uma delegação \"de observadores, peritos civis e militares e de órgãos de informação árabes\". Os conflitos na Síria, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), geraram 3,5 mil mortos. Desde março, manifestantes fazem protestos na Síria na tentativa de mudar o governo Assad, há 11 anos no poder. No entanto, as respostas do governo têm sido a repressão violenta aos manifestantes. BAIXAS Paralelamente, o governo sofre com baixas diárias no Exército. Hoje, militares anunciaram a criação de um Conselho Militar Provisório (e independente) que atuará no país com o objetivo de evitar a desorganização generalizada e a proteção dos civis. O conselho será comandando pelo coronel Riad Al Assad, que desertou e está refugiado na Turquia. Segundo ele, o órgão vai controlar a aplicação \"dos objetivos do Exército, ou seja, a queda do atual regime, proteção dos bens públicos e privados e impedir a anarquia e atos de vingança quando o regime cair\". CONDENA O Conselho de Segurança das Nações Unidas, seriamente dividido sobre a crise síria condenou energicamente os ataques contra as missões diplomáticas ocorridos no sábado na Síria. O Conselho de Segurança \"condena nos termos mais enérgicos os ataques contra várias embaixadas e instalações consulares na Síria, que levaram à invasão dos locais diplomáticos e consulares causando graves danos\", disse um comunicado. O mais alto órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) reiterou um \"chamado às autoridades sírias a proteger a propriedade e os funcionários diplomáticos e consulares e a respeitar plenamente suas obrigações internacionais neste sentido\".

Edição EDIÇÃO 16960




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