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MUNDO
Sexta-feira, 24 de Junho de 2011, 20h:42

LÍBIA

Khadafi se vê "entre a cruz e a espada"

Mas em uma gravação divulgada pela TV líbia, Muammar Khadafi afirmou que não tem medo da morte e que a batalha contra os "cruzados" do Ocidente irá "mais além"

O ditador líbio, Muammar Khadafi, admitiu ontem que está "entre a cruz e a espada", mas afirmou que não tem medo da morte e que a batalha contra os "cruzados" do Ocidente irá "mais além". Em uma gravação divulgada pela TV líbia, Khadafi afirma que "resistiremos e a batalha irá mais além (...) até acabar com vocês (...) nós não seremos vencidos". A mensagem era para prestar homenagem a seu companheiro Juildi Hamidi, que perdeu vários parentes na segunda-feira em um bombardeio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra a sua casa. A Otan bombardeou a residência de Hamidi, um influente político e antigo companheiro de Khadafi, matando 15 pessoas, disseram as autoridades líbias. No ataque, em Sorman, 70 km a oeste de Trípoli, vários familiares de Hamidi morreram, incluindo três crianças. A Otan admitiu ter efetuado um "ataque de precisão" contra um "centro de comando e controle de alto nível". "Com que direito vocês atacam os políticos e suas famílias?", questionou Khadafi, que resiste há três meses aos bombardeios aéreos da Otan contra suas forças. O ditador líbio disse ainda que o escritório de Hamidi em Trípoli já havia sido bombardeado em quatro oportunidades. "[Os ocidentais] queriam ele porque é um herói. Ao não encontrá-lo em seu escritório, quiseram matá-lo em sua casa", disse. VETO A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou - em uma medida simbólica e crítica ao presidente Barack Obama - uma resolução que autorizava uma ação militar na Líbia. Os representantes rejeitaram a medida por 295 contra 123, e agora se pronunciarão sobre uma resolução que visa a reduzir o papel dos Estados Unidos nas operações dirigidas pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia. O clima de tensão se acirrou nesta semana no Congresso, onde muitos legisladores - incluindo os democratas - estão insatisfeitos porque Obama não solicitou o aval da Câmara antes de ordenar, em março, os ataques contra o regime de Muammar Khadafi. Após a decisão, a Casa Branca declarou-se "decepcionada" pela negativa. "Estamos decepcionados com esta votação, não é o momento de enviar uma mensagem tão confusa", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney a bordo do avião presidencial Air Force One. No entanto, a administração de Obama obteve uma vitória quando a Câmara também rejeitou uma medida que eliminaria fundos para as operações militares na Líbia - incluindo os ataques com aviões não-tripulados. Com 180 votos a favor e 238 contra, os legisladores rejeitaram a resolução que proibia o uso de fundos, dentro do ano fiscal em curso, para continuar as ações militares dos EUA na Líbia.

Edição EDIÇÃO 16959




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