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MUNDO
Terça-feira, 21 de Julho de 2015, 20h:02

ATENTADO/MORTES

Jovens planejavam reconstruir cidade

Os jovens mortos no atentado de segunda-feira na Turquia, planejavam reconstruir a cidade de Kobane, na Síria, destruída pelo Estado Islâmico

Os 32 jovens ativistas que morreram em um ataque a bomba na Turquia eram estudantes que planejavam ir à Síria para ajudar na reconstrução da cidade de Kobane, destruída pelo grupo extremista autodenominado Estado Islâmico. Os ativistas, estudantes universitários em sua maioria, faziam uma entrevista coletiva no Centro Cultural Amara, na cidade de Suruc, na Turquia, perto da fronteira com a Síria. O ataque ocorreu na tarde de segunda-feira, matando 32 pessoas e ferindo mais de cem. Imagens publicadas em redes sociais mostraram o grupo de jovens, membros da organização Federação das Associações da Juventude Socialista, relaxando durante um café da manhã poucas horas antes da explosão. O funeral de algumas das vítimas já ocorreu, mas muitos familiares ainda estão aguardando notícias. Um suspeito já foi identificado como o suicida responsável pelo ataque, segundo o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, que deve fazer uma visita a Suruc. Inicialmente foi divulgado que o responsável seria uma mulher, mas depois a imprensa turca passou a identificar um homem como o possível autor do atentado. Davutoglu afirmou que está sendo investigado o envolvimento do suspeito do ataque com grupos locais e internacionais. Segundo o primeiro-ministro turco, há uma "grande probabilidade" de que o Estado Islâmico seja o responsável pelo atentado. Até o momento, no entanto, nenhum posicionamento de militantes do Estado Islâmico a respeito do atentado foi divulgado. O governo da Turquia agora prometeu aumentar segurança na fronteira com a Síria. "Será feito o que for necessário contra quem quer que seja responsável. Este é um ataque que atingiu a Turquia", afirmou Davutoglu. O primeiro-ministro rejeitou acusações de que o partido do governo, o AKP, não tenha feito o bastante para combater os militantes do grupo e acrescentou que o governo "nunca tolerou nenhum grupo terrorista". Uma reunião do gabinete de governo, marcada para a amanhã, vai examinar a implantação de mais medidas de segurança na fronteira entre Turquia e Síria.

Edição EDIÇÃO 16964




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