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MUNDO
Segunda-feira, 10 de Março de 2008, 20h:27

CESSAR-FOGO

Israel nega um acordo com o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, negou ontem que exista um acordo de cessar-fogo com o Hamas [grupo radical islâmico, que controla a faixa de Gaza] ou que esteja negociando com o grupo direta ou indiretamente. "Não há negociações e não há nenhum acordo", disse Olmert, reiterando a negativa feita pouco antes pelo ministro da Defesa israelense, Ehud Barak. "Eu disse há alguns dias que, se não houvesse ataques de foguetes Qassam ou Grad contra os cidadãos do sul, Israel não teria razão em revidar", disse o primeiro-ministro segundo o jornal "Jerusalem Post". O porta-voz de Olmert, Mark Regev, também negou a possibilidade de haver um cessar-fogo. "Não há negociações diretas nem indiretas, já disse hoje o primeiro-ministro", disse Regev, em resposta a declarações do presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, de que as partes envolvidas haviam chegado a um acordo. De acordo com Abbas, que falou em uma entrevista coletiva em Amã (Jordânia), os integrantes de grupos palestinos se comprometeram a deixar de disparar mísseis de Gaza em troca de Israel não atacar os líderes do Hamas e da Jihad Islâmica. A possível existência de negociações entre Israel e o Hamas foi divulgada ontem por vários meios de comunicação israelenses como justificativa a uma repentina redução da violência na fronteira com Gaza, depois de dez dias de intensos ataques, nos quais morreram mais de 125 palestinos e cinco israelenses. Segundo testemunhas, a aviação israelense deixou de sobrevoar permanentemente o local desde a última sexta-feira e os palestinos dispararam desde então só três mísseis, em comparação aos 50 diários da semana anterior. Nesta manhã, Olmert reagiu às especulações, assegurando que não há acordo. Questionado sobre a redução das operações israelenses em Gaza, o porta-voz disse que "não se deve a nenhum acordo ou entendimento com ninguém", em alusão a possível mediação do Egito, que segundo alguns meios de comunicação, havia intercedido para alcançar o acordo.

Edição EDIÇÃO 16969




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