MUNDO
Sexta-feira, 25 de Maio de 2012, 21h:18
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EGITO
Irmandade Muçulmana diz que já está no 2º turno
O movimento islâmico Irmandade Muçulmana proclamou ontem a passagem de seu candidato, Mohammed Mursi, ao segundo turno das eleições presidenciais do Egito, onde disputará a Presidência contra o militar retirado Ahmed Shafiq, ex-primeiro-ministro do regime de Hosni Mubarak. Em entrevista coletiva ontem, o vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade, Esam el Erian, disse que Mursi "abriu consultas com candidatos à Presidência e personalidades para salvar a pátria", em alusão à possibilidade de Shafiq ganhar a Presidência. Nas contas da organização, o terceiro colocado é Hamden Sabbahi, com 20%, seguido pelo islâmico moderado Abdelmonein Abul Fotouh, com 17% e o ex-secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, com 10%. O resultado é similar à projeção final apresentada pelo jornal egípcio "Al Ahram", em sua página na internet. A publicação aponta liderança de Mursi, com 25,3% dos votos (5.553.097), seguido por Shafiq (23,7% ou 5.210.978 votos), Sabbahi (21,6% ou 4.739.983 sufrágios), Abul Fotouh (17,9% e 3.936.264) e Moussa (10,97%, com 2.407.937). Para a Irmandade o segundo turno será um confronto não só entre os candidatos, mas entre a "revolução e o antigo regime". "Fazemos um chamado a começar um diálogo nacional para salvar a revolução e Mursi vai convocar uma reunião amanhã com alguns candidatos e personalidades às cinco da tarde (12h em Brasília), já que estamos frente a grandes tentativas de reativar o antigo regime". A agência de notícias Reuters informou ontem que a Irmandade Muçulmana negocia com o islâmico moderado Abdelmonein Abul Fotouh e o esquerdista Hamdem Sabbahi para ser o vice-presidente, de acordo com uma fonte do grupo islâmico. Considerado "o candidato substituto" da Irmandade Muçulmana, depois que a comissão eleitoral vetou a primeira opção do grupo, Kharait al Shater, Mursi se beneficiou da máquina eleitoral e da base militante do partido islamita. Shafiq centrou a campanha na segurança e estabilidade para obter os votos dos egípcios desesperados com a agitação política e a degradação da situação econômica desde a revolta que derrubou Mubarak há 15 meses.