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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

MUNDO
Segunda-feira, 04 de Agosto de 2008, 19h:44

NOVA AMEAÇA

Iranianos ameaçam fechar rota de petróleo

Teste de novo míssil preocupa integrantes do comando militar dos Estados Unidos por conta da significativa presença naval americana no Golfo Pérsico

O Irã pode facilmente fechar o estreito de Ormuz, importante rota para o comércio do petróleo, caso o país seja atacado por conta de seu programa nuclear, segundo disse o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, o general Mohammad Ali Jafari, à rádio estatal ontem. O comandante militar afirmou ainda que testou uma arma naval capaz de destruir qualquer embarcação em um raio de 300 quilômetros, informou a agência de notícias Fars. A notícia vem em meio à tensão em relação ao programa nuclear do Irã, que não cumpriu o prazo informal, estabelecido para sábado, para responder à oferta de um pacote de incentivos oferecido pelas potências mundiais em troca da suspensão do programa. "As Guardas Revolucionárias testaram recentemente uma arma naval com alcance de 300 quilômetros, no qual nenhuma embarcação está a salvo e seria afundada" É provável que o teste do míssil provoque preocupação entre os integrantes do comando militar dos Estados Unidos por conta da significativa presença naval americana no Golfo Pérsico e no Mar da Arábia. Cerca de 40% das exportações mundiais de petróleo passam necessariamente pelo Estreito de Ormuz, uma rota de navegação na fronteira do Irã com o Iraque. Nos últimos meses, a persistente tensão entre Irã e EUA por causa do programa nuclear da república islâmica manteve o preço do barril de petróleo nos mercados internacionais acima da marca de US$ 120. SANSÕES As seis potências que negociam com o Irã buscarão novas sanções contra a república islâmica no âmbito do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) se o país não aceitar o pacote de incentivos oferecido em troca do congelamento do programa de enriquecimento de urânio de Teerã, informou ontem o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Representantes de Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia conversaram nesta segunda por teleconferência e concordaram em levar adiante a discussão de novas sanções contra o Irã, disse Gonzalo Gallegos, porta-voz da chancelaria americana. "Concordamos que, na ausência de uma resposta positiva, não temos escolha a não ser buscar novas medidas", disse o porta-voz, referindo-se às sanções. Nos últimos meses, porém, o Irã ignorou duas resoluções do CS da ONU exigindo a paralisação da atividade de enriquecimento de urânio.

Edição EDIÇÃO 16959




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