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MUNDO
Sábado, 31 de Julho de 2010, 12h:10

RÚSSIA

Incêndios castigam; 29 pessoas morreram

As mais altas temperaturas que já atingiram o país em 130 anos ajudam a alastrar o fogo e desafiam o trabalho das equipes que atuam na contenção dos incêndios

Em meio à onda de calor que já matou centenas, a Rússia amarga desde a sexta-feira quase 800 incêndios florestais que já mataram ao menos 29 pessoas e deixaram 1.260 casas queimadas. De acordo com o governo local as equipes de bombeiros e do Exército começaram a conter uma parte dos incêndios, apesar de fogo ter aumentado em 30% a área atingida em menos de 24h, e o estado de emergência em 14 de seus 83 distritos. As mais altas temperaturas que já atingiram o país em 130 anos ajudam a alastrar o fogo e desafiam o trabalho das equipes que trabalham na contenção dos incêndios. O presidente russo, Dmitry Medvedev, já mandou o Exército ajudar a combater as chamas que se espalham na parte europeia da Rússia, depois que a onda de calor arruinou a colheita e levou milhares de fazendeiros à beira da falência. Cerca de 240 mil homens e 25.000 veículos, incluindo 226 aviões e helicópteros, foram mobilizados na luta contra os incêndios florestais na Rússia, anunciou ontem o ministério russo de Situações de Emergência. "Levando em consideração as previsões meteorológicas desfavoráveis, os serviços de socorro tomam medidas preventivas e o recurso à aviação permite manter a situação sob controle", ressalta o ministério. Os incêndios florestais causam estragos na parte ocidental do país, com mais de 120.000 hectares queimados e aldeias inteiras destruídas. Apesar de a área atingida pelo fogo ter aumentado de 850 quilômetros quadrados para mais de 1.200 quilômetros quadrados somente de sexta-feira para sábado o ministério de Situações de Emergência disse que a situação começa a se controlar ao menos em Nizhny Novgorod, uma das regiões mais afetadas, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Moscou. "Os desabrigados já estão recebendo três refeições ao dia assim como assistência médica e psicológica", informou ainda o órgão federal. Altas temperaturas, em torno de 40 graus em algumas áreas, deixaram vastos trechos da área agrícola da Rússia secos. O primeiro ministro russo, Vladimir Putin, cancelou reuniões na sexta-feira para ir a Nizhny Novgorod. Ele mandou o governo alocar 5 bilhões de rublos (165 milhões de dólares) para ajudar as vítimas dos incêndios. O ministro da Defesa russo, Anatoli Serdiukov, informou ontem ao presidente, Dmitri Medvedev, que os soldados se somaram à luta contra o fogo, como havia pedido na véspera o chefe do Estado. Medvedev, que está em Sochi, balneário às margens do Mar Negro, pediu ao ministro da Defesa que adote medidas para impedir incêndios nas instalações militares. "Em relação às instalações é preciso estar atento porque são especialmente perigosas. É necessário impedir qualquer possível propagação do fogo", disse o chefe do Estado.

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