MUNDO
Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013, 21h:50
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SEM ACORDO
Farc e governo fecham mais uma rodada de negociação
LEANDRA FELIPE
Da Agência Brasil/EBC Bogotá
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do país encerraram ontem a décima quarta rodada de negociação pelo fim do conflito, sem anunciar acordos sobre os temas em discussão. A mesa de negociação ocorre em Havana, em Cuba. As Farc continuam a criticar o governo colombiano pela intenção de fazer um referendo para validar os possíveis acordos e também o próprio Marco Jurídico para a Paz reforma constitucional aprovada pelo Congresso para possibilitar a conclusão do processo. Desde sua gestação, o chamado Marco Jurídico para a Paz não levou em conta nossos critérios, nem a totalidade do setor político ou social do país. Simplesmente foi uma imposição, disse Ricardo Téllez, um dos negociadores das Farc ao ler um comunicado em Havana, Cuba. APROVADO O Marco Jurídico foi aprovado no ano passado pelo Congresso da Colômbia, e, mediante consulta, foi considerado válido pela Corte Constitucional do país, como instrumento para permitir, não só a desmobilização dos guerrilheiros, após concluído um processo de paz, como também para possibilitar que o país aplique mecanismos de justiça transicional (redução de penas e julgamentos coletivos). As Farc também voltaram a propor a realização de uma Assembleia Constituinte, em vez de um referendo como propôs o governo de Juan Manuel Santos. Para a guerrilha, tanto o marco como a proposta de referendo representam um entrave para que se termine o conflito armado. Parece até que a intenção é encher o caminho de entendimento de obstáculos. O presidente Santos continua a impulsionar o Parlamento para essa iniciativa unilateral de um referendo fora do lugar, disse Téllez. CRÍTICAS O governo não comentou as críticas da guerrilha sobre o marco da paz e o referendo. O negociador-chefe do governo, Humberto de La Calle, disse que houve avanços nas negociações, mas não de maneira satisfatória. Avançamos e tivemos conquistas, que, no entanto não são suficientes. Temos que mostrar mais resultados ao povo colombiano, declarou o negociador.