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MUNDO
Quarta-feira, 03 de Março de 2010, 21h:53

CHILE

Falso alerta de tsunami gera pânico

Muito emocionada e com lágrimas nos olhos, a presidente do Chile disse que a cifra de mais de 800 mortos pelo devastador terremoto continuará subindo

Habitantes da cidade de Concepción, no Chile, correram para áreas mais altas com medo de que duas fortes réplicas do tremor de 8,8 graus na escala Richter que matou ao menos 800 - uma de 5,9 graus e outra de 6 graus - ocorridas ontem gerassem um tsunami. A presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou com lágrimas nos olhos que a cifra de mais de 800 mortos pelo devastador terremoto continuará subindo, enquanto a Marinha admitiu que não alertou a tempo a população litorânea sobre os tsunamis no Pacífico. As réplicas nas regiões de Bío Bío e Maule (centro do país) não chegaram a provocar alertas de tsunami. Segundo o Escritório de Emergência e Informação do Chile (Onemi, na sigla em espanhol), o movimento "não reuniu as condições necessárias para gerar um alerta na costa do Chile". Alguns residentes da cidade de Concepción, uma das mais atingidas pelo tremor, correram para locais mais altos para tentar se proteger. Na segunda-feira, somente 48 horas depois do tremor principal, a agência geológica americana (USGS, na sigla em inglês), que monitora abalos sísmicos em todo o planeta, indicava que cerca de 150 réplicas de magnitude superior a 4,5 já haviam atingido o Chile. O governo já confirmou a morte de 802 pessoas em decorrência dos tremores. Destas, mais de 500 foram vítimas dos tsunamis que atingiram a costa do país. MORTOS Michelle Bachelet afirmou ontem, com lágrimas nos olhos, que a cifra de mais de 800 mortos pelo devastador terremoto continuará subindo, enquanto a Marinha admitiu que não alertou a tempo a população litorânea sobre os tsunamis no Pacífico. Quatro dias depois de um dos terremotos mais violentos da história, helicópteros, lanchas e equipes de socorro continuam à procura de sobreviventes. O governo confirmou 802 mortos, mas ainda restam centenas de desaparecidos. "Tenho a impressão de que vai haver mais mortos", disse Bachelet com a voz embargada a uma rádio. Após críticas às autoridades nos últimos dias, a Marinha assumiu a culpa pela falha na comunicação com as populações costeiras no centro e sul do país, afetadas pelos maremotos decorrentes do sismo inicial. "Houve um titubeio da nossa parte", disse o comandante da Marinha, almirante Edmundo González, ao canal TVN.

Edição EDIÇÃO 16960




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