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MUNDO
Terça-feira, 22 de Maio de 2012, 20h:48

UM PÉ ATRÁS

EUA mostram desconfiança apesar de acordo nuclear

O governo dos Estados Unidos declarou ontem que o Irã "será julgado" pelos avanços no programa nuclear, mas vê como "um passo a frente" o acordo da República Islâmica com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas). "É importante notar que o anúncio de hoje (ontem) é um passo adiante, mas os Estados Unidos julgarão o comportamento de Teerã com base nos seus atos", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em entrevista coletiva nesta terça. "Promessas são uma coisa, ações e cumprimento de obrigações são outra". O representante confirmou que o governo americano continuará pressionando as autoridades de Teerã a suspenderem as atividades atômicas, com o uso de sanções econômicas contra o país e membros do governo de Mahmoud Ahmadinejad. Anteontem, o Senado americano aprovou mais um grupo de sanções econômicas. As novas restrições são feitas às contas do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã e pede às companhias americanas que comuniquem a existência de negócios relacionados com o Irã à Comissão de Exportações e Segurança. As declarações acontecem no mesmo dia em que a agência associada à ONU revelou o acordo com o país persa e um dia antes do início das negociações entre Teerã e o grupo de seis países - Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha - sobre o enriquecimento de urânio, em Bagdá. REATOR Ontem, a agência estatal iraniana IRNA informou que cientistas conseguiram abastecer um reator de pesquisa em Teerã com combustível nuclear produzido no país. O avanço pode ser mais um passo na evolução dos estudos atômicos do país persa, o que causa maior preocupação para as potências ocidentais. EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha têm usado sanções e negociações para tentar convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ter finalidades civis ou militares. Teerã insiste no caráter pacífico do seu programa atômico. Apesar do desconhecimento do nível de avanço nuclear iraniano, EUA e Israel cogitam intervenção militar no país persa, mas consideram o uso da força como "último recurso".

Edição EDIÇÃO 16960




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