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MUNDO
Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013, 20h:33

KENNEDY/MORTE

Dallas faz sua primeira cerimônia oficial

As homenagens começaram cedo com bandeiras a meio mastro e uma cerimônia militar diante do túmulo do presidente, no Cemitério Nacional de Arlington

Ontem, na praça Dealey de Dallas, exatamente ao meio-dia e meia (hora local, 16h30 em Brasília), justo no instante e no lugar onde há 50 anos dois disparos acabaram com a vida do presidente americano John F. Kennedy, foi feito um minuto de silêncio. O minuto de silêncio foi o momento central de um ato de homenagem que a cidade de Dallas rendeu a Kennedy, no qual foram reproduzidas imagens, lidos discursos e até com apresentação musical para ressaltar o legado político e cívico que deixou ao país. Justo antes do grande silêncio, as autoridades, militares e cidadãos convidados para estar na praça Dealey escutaram o repicar de sinos por toda Dallas em memória de JFK, o primeiro presidente católico dos EUA, o mais jovem a ser eleito e a morrer. A cerimônia também incluiu uma benção do bispo da diocese de Dallas, Kevin J. Farrell, e um discurso do prefeito da cidade, Mike Rawlings, que elogiou não só o legado e a personalidade do presidente assassinado, mas a "extraordinário coragem" de sua mulher, Jacqueline, naquelas horas trágicas. O ato teve um "tom solene, comedido e digno para comemorar a vida, o legado e a liderança do presidente John F. Kennedy", resumiu o prefeito de Dallas. Com estas homenagens, Dallas tenta se redimir do estigma de cidade radical e violenta que arrastou durante anos por causa do histórico crime. Havia várias gerações - alguns lembram o dia, outros nem tinham nascido - que se reuniram para homenagear o legado que Kennedy deixou para o país. Kennedy morreu antes de terminar seu primeiro mandato, aos 46 anos, e se tornou o mais jovem presidente americano a morrer e o quarto a ser assassinado na história do país. É considerado pelos americanos, de acordo com várias pesquisas divulgadas nos últimos dias como o melhor presidente da história do país. HOMENAGENS As homenagens que marcam os 50 anos da morte de John F. Kennedy começaram cedo com bandeiras a meio mastro e uma cerimônia militar diante do túmulo do presidente, no Cemitério Nacional de Arlington, nos arredores de Washington. Familiares e a embaixadora Jean Kennedy Smith, irmã do presidente morto, acompanharam a solenidade. Muitos cidadãos se dirigiram ao cemitério para deixar flores diante da chama que guarda seu corpo Em Dublin, dezenas de soldados irlandeses desfilando com armas brilhantemente polidas formaram uma guarda de honra em frente à embaixada os EUA, com a bandeira dos EUA a meio mastro, para lembrar o primeiro americano de origem irlandesa que se tornou presidente dos Estados Unidos. Eventos similares aconteceram em Boston, onde a Biblioteca e Museu JFK inaugurou uma pequena exposição de itens nunca antes exibidos do funeral de Estado de Kennedy. Em Washington, o presidente Barack Obama se reúne na Casa Branca com líderes e voluntários do Corpo de Paz, criado pelo presidente assassinado. Em aniversários anteriores do crime, adeptos de teorias conspiratórias sobre a morte de Kennedy costumavam ocupar a Praça Dealey, denunciando a tese oficial segundo a qual Lee Harvey Oswald, um ex-fuzileiro naval com inclinações comunistas, teria agido sozinho para fazer os três disparos contra o presidente a partir do sexto andar de um prédio próximo, que servia como depósito de livros.

Edição EDIÇÃO 16964




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