MUNDO
Sábado, 22 de Setembro de 2012, 13h:37
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SÍRIA
Confrontos deixam pelo menos 32 mortos
Cinco rebeldes e onze soldados morreram em disputas violentas nas regiões de Orm e Kaf Jum, perto da fronteira com a Turquia, disse o Observatório Sírio
Onze soldados sírios foram mortos ontem em conflitos e ataques rebeldes em postos de checagem na província de Aleppo, na Síria, enquanto um bombardeio matou cinco membros de uma mesma família. O Observatório Sírio para Direitos Humanos projetou inicialmente que pelo menos 32 pessoas morreram ontem devido a violentos confrontos em todo o país. Os soldados e cinco rebeldes morreram em disputas violentas nas regiões de Orm e Kaf Jum, perto da fronteira com a Turquia, disse o Observatório Sírio. Uma mulher também morreu em um bombardeio, enquanto rebeldes atacavam postos de checagem em Abezmo. "O Estado não tem presença, exceto em postos militares e administrativos" na região ocidental da província no norte da Síria", disse o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, à AFP, por telefone. Ele afirmou ainda que o regime estava determinado a impedir que os rebeldes se unam entre o oeste de Aleppo e a província vizinha de Idlib, porque isso formaria uma extensa região de insurgência na fronteira com a Turquia, que apoia a revolta na Síria. Em um bombardeio em Maysar, cinco membros de uma mesma família, incluindo crianças, foram mortos, afirmou Rahman. A Cidade Velha de Aleppo - deserta de civis, mas atravessada por uma linha de frente - estava sendo poupada dos ataques aéreos, disse um correspondente da AFP na capital comercial da Síria. Na cidade central de Homs, onde os rebeldes permanecem entrincheirados em muitas áreas, pelo menos um soldado foi morto em confrontos perto da Cidade Velha, enquanto um civil morreu no distrito de Juret al-Shiyah, segundo o Observatório. Fora da cidade, quatro soldados foram mortos em um ataque contra seus veículos e um homem morreu em outra área da província, disse o órgão, acrescentando que três rebeldes foram mortos em conflitos em Rastan. Em outras partes do país, as forças de segurança realizaram prisões e invasões na cidade de Hara no sul da província de Daraa, enquanto um confronto começou no povoado de Dael. O Observatório relatou que um total de 142 pessoas, incluindo 88 civis, foram mortos na sexta-feira na onda de violência no país. CAMPO DE BATALHA As ruas da segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, se converteram em um campo de batalha ontem, após tropas do governo e milicanos governistas terem atacado bases mantidas por milícias islâmicas. A explosão de violência foi a maior já vista nas ruas do país desde a deposição do regime de Mumar Khadáfi. Os protestos violentos tiveram início um dia após as manifestações em que cerca de 30 mil pessoas foram às ruas exigindo o fim da ação dos grupos armados. As bases atacadas incluem o quartel general do grupo islâmico Ansar al-Sharia, suspeito de envolvimento no ataque do consulado americano em Benghazi, que matou o cônsul dos Estados Unidos, Chris Stevens, e outras três pessoas, em 11 de setembro deste ano.