MUNDO
Sexta-feira, 08 de Novembro de 2013, 21h:26
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VIOLÊNCIA
Confrontos deixam mais 45 mortos na Síria
Os mortos são 15 soldados leais ao regime Bashar AL-Assad e 30 combatentes rebeldes. Para Rússia e EUA, Síria excederá prazo para destruir armas químicas
Pelo menos 45 pessoas morreram ontem em confrontos entre as forças do regime e os rebeldes nas imediações do aeroporto internacional de Aleppo, no norte da Síria. Os choques começaram na madrugada de ontem na base 80, que antigamente era a sede da brigada governamental que protegia o aeroporto e que há um ano está controlada pelos rebeldes, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização com sede em Londres e com uma ampla rede de ativistas no terreno. REBELDES A organização detalhou que os mortos são 15 soldados leais ao regime e 30 combatentes rebeldes, dos quais 11 pertencem ao grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Síria), vinculado à Al-Qaeda. Nestes combates, os militares estão apoiados por milicianos do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do governo de Damasco. A aviação militar bombardeou o local, no qual as forças do regime conseguiram invadir, enquanto o Estado Islâmico enviou vários reforços. Por enquanto, as autoridades sírias não confirmaram estas informações. Até que foi tomada pelos insurgentes no ano passado, na base 80 se encontrava a guarnição do regime que protegia o aeroporto de Aleppo e o aeroporto militar de Nayrab, ambos sob controle das autoridades sírias. Mais de 120 mil pessoas morreram no país árabe desde o início do conflito em março de 2011, segundo a ONU. ARMAS NUCLEARES Estados Unidos e Rússia querem que a Síria envie para fora do país seus agentes químicos letais até o fim do ano, mas avaliam que a meta de destruição final até meados de 2014 não será cumprida. A destruição final de todo o material tóxico até o fim do ano que vem, como definido no esboço, estaria sendo feita seis meses depois da data originalmente definida para que a Síria completasse a "eliminação" de todo o material químico para armas. No entanto, parece improvável que os governos estrangeiros se preocupem se o material já estiver fora da Síria. ACORDO O cronograma é parte de um ambicioso acordo de desarmamento feito com a ONU e acatado pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, depois de um ataque com gás sarin na periferia de Damasco que matou centenas de pessoas e quase levou os Estados Unidos a realizar ataques aéreos na Síria. Os EUA e aliados culpam Assad, cujo governo está há dois anos e meio mergulhado numa guerra civil contra rebeldes, pelo ataque, o pior com armas químicas em 25 anos no mundo. Com o apoio da Rússia, Assad acusa os rebeldes sírios pela ação. PERITOS Peritos ocidentais da Organização para a Proibição de Armas Químicas dizem que já verificaram a destruição da produção de químicos e de equipamentos de mistura em 22 das 23 instalações declaradas pelas autoridades sírias em outubro.