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MUNDO
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012, 20h:02

PRESIDÊNCIA

Campanha se encerra com Holande superando Sarkozy

A campanha eleitoral para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas, neste domingo, foi encerrada sexta-feira com o candidato socialista François Hollande favorito em todas as pesquisas e na frente de Nicolas Sarkozy, que, por sua vez, voltou a comparar seu adversário com o ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero. O atual presidente e candidato à reeleição, que registrou uma notável queda nas pesquisas eleitorais nas últimas semanas, tratou de manter a esperança de seus partidários na conclusão de sua campanha com um último comício realizado em Nice, situada na região sudeste do país. "Chegou o momento da verdade. Até agora eram nove contra mim. Agora, vamos poder debater mais livremente", declarou Sarkozy, que acusou os veículos de comunicação públicos de "não fazer uma campanha justa". Sarkozy, por sua vez, tentou associar a imagem do candidato socialista com a de Zapatero, que, segundo ele, 'não tomou as decisões necessárias e deixou seu país à beira de uma grande crise'. "Em 2007, Zapatero era referência de minha rival (Ségolène Royal) e foi o único líder europeu que recebeu Hollande. Por que agora Zapatero desapareceu das referências do candidato socialista?", questionou o presidente francês. Em uma tentativa de desmoralizar seu adversário, Sarkozy afirmou em uma entrevista ao jornal "Le Figaro" que "Hollande será o refém de (Jean-Luc) Melenchon e de (Eva) Joly", em alusão ao candidato da Frente de Esquerda e a ecologista franco-norueguesa. No final de seu mandato, Sarkozy ainda alertou sobre o risco que vive França caso o programa socialista seja aplicado. "No momento em que aliviamos a pressão sobre a redução de déficit e do endividamento, a França poderá passar pelos mesmos problemas que a Espanha". Hollande, que tinha encerrado sua campanha eleitoral na noite da última quinta em Bordeaux, seguiu atendendo as solicitações de entrevistas da imprensa francesa com o objetivo de mobilizar seus partidários e evitar que o excesso de confiança possa reviver seu oponente. "Tenho confiança porque sinto o movimento ao meu redor há vários meses, mas o resultado só será definido no final. É preciso trabalhar até o final", alertou Hollande. O que parece claro, segundo as pesquisas, é que Hollande e Sarkozy deverão travar uma disputa ainda mais acirrada no segundo turno, enquanto a ultradireitista Marine Le Pen e o candidato da extrema esquerda Mélenchon disputam a terceira posição. Nas pesquisas eleitorais que focam o segundo turno, Sarkozy aparece entre seis e 14 pontos abaixo de Hollande. A imprensa francesa, os institutos de pesquisas e, inclusive, a classe política do país já parece cultivar a ideia de que a vitória de Hollande está mais que encaminhada.

Edição EDIÇÃO 16960




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