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MUNDO
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010, 08h:55

CÚPULA

Calderón defende unidade dos países da AL

O embaixador americano no Brasil negou que o intento da CALC seja criar uma OEA (Organização dos Estados Americanos) sem a participação dos EUA

TÂNIA MONTEIRO e PATRÍCIA CAMPOS MELLO
Da Agência Estado – Cancun
Na abertura da reunião da Cúpula da América Latina e Caribe (CALC), o presidente mexicano, Felipe Calderón, evocou o líder revolucionário Simon Bolívar para defender a unidade dos países da América Latina. Ele conclamou as nações a "construírem um espaço comum que agrupe todos os países da América Latina e Caribe". O embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, negou ontem que o intento da reunião da CALC, seja criar uma OEA (Organização dos Estados Americanos) sem a participação dos Estados Unidos. "OEA é OEA, um espaço sumamente importante para que todos os países do hemisfério possam ter um diálogo político. Esta importância só vai aumentar com o tempo. A capacidade das Américas, diferentes Américas, Caribe, América Central, América do Sul, de dialogar é uma coisa boa e vamos apoiar", disse Shannon, em tom apaziguador. CARDERÓN "No México estamos convencidos de que o ideal de Bolívar, de uma América unida, continua vivo e está mais vivo que nunca; esse foi o sonho de Bolívar, de uma só nação americana, unida em seus valores de democracia, justiça e igualdade." Ao propor a criação de uma nova organização de integração da região, Calderón pediu uma entidade que "reafirme a unidade e identidade da região, abrindo novas vias para as aspirações a integração e desenvolvimento". Calderón disse que a nova entidade será ainda mais forte do que o grupo do Rio e a Cúpula da América Latina, porque será uma união de toda a região. O documento final do encontro vai trazer um tópico aprovando a integração da CALC com o Grupo do Rio, que ainda não tem um nome definido, mas já está sendo informalmente chamado de "OEA do B" O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, salientou que nesta reunião de Cancún este processo, iniciado na Bahia, no ano passado, será aprofundado. GRUPO DO RIO Ele lembrou que o Grupo do Rio, "que estava agonizando", "foi revigorado quando houve a crise do Equador com a Colômbia" e ganhou um novo alento, quando houve a reunião no Sauipe, na Bahia. "A ideia é de que os dois grupos possam convergir no espaço de um ano, dois anos para que possamos ter efetivamente uma comunidade latino-americana e caribenha", disse Marco Aurélio. Na chegada para o encontro na manhã de ontem, foi possível ver o uniforme da OEA do B: a guayabera branca. Todos os chefes de Estado apareceram vestindo guayaberas brancas, oferecidas pelo anfitrião, que mandou confeccioná-las especialmente para a ocasião. Apenas Hugo Chávez não seguiu o figurino, e optou por uma camisa verde exército com uma camiseta vermelha por baixo, modelito típico de revolucionários.

Edição EDIÇÃO 16959




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