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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 30 de Janeiro de 2010, 17h:59

SUPERAÇÃO

Brasil sobe 8 posições em índice de competitividade

ROLF KUNTZ
Da Agência Estado – Davos
O Brasil melhorou oito posições na classificação de competitividade do Fórum Econômico Mundial (FEM) e passou da 64ª posição em 2008 e 2009, num total de 134 países, para a 56ª em 2009 e 2010, num conjunto de 133. Pela primeira vez, superou a Rússia, em 63º lugar. A regulamentação de impostos foi apontada pelos entrevistados como a principal dificuldade para os negócios, seguida pelo peso dos tributos. Regras trabalhistas aparecem no terceiro lugar e a ineficiência da burocracia governamental, em quarto. Os autores do estudo calculam o índice geral de cada país com base em três grandes conjuntos de itens: requisitos básicos, fatores de eficiência e fatores de inovação e de sofisticação. A pior nota do Brasil (91º lugar) vai para o primeiro item, o mais dependente da ação do governo e da qualidade das instituições. Aí, incluem-se, por exemplo, o desvio de dinheiro público, o desperdício nos gastos governamentais, a eficiência dos processos judiciais e o peso da regulação oficial. A estabilidade macroeconômica também é parte do primeiro grande item. Nessa parte, as maiores dificuldades são a baixa taxa nacional de poupança (86º lugar) e o spread bancário (128º), que é a diferença entre o custo de captação de dinheiro por um banco e a taxa de juros por ele cobrada dos tomadores de empréstimos. As melhores classificações aparecem quando se trata dos fatores de eficiência, como o tamanho do mercado e a disponibilidade de tecnologia, e dos fatores de sofisticação dos negócios (32º lugar) e de inovação (43º). As notas são baixas em quase todos os itens de saúde e de educação. A qualidade do ensino primário fica em 119º posição e a do treinamento em matemática e ciências, em 123ª. A classificação geral do Brasil tem melhorado desde os anos 90, graças a medidas para a estabilização da economia e abertura do mercado, apontadas pelos autores da análise como fundamentais para a competitividade. Os dez países mais competitivos, pelos critérios do FEM, são Suíça, Estados Unidos, Cingapura, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Japão, Canadá e Holanda. A China aparece em 29º lugar e o Chile, em 30º, como o mais competitivo dos latino-americanos. O México está no 60º lugar e a Argentina, no 85º.

Edição EDIÇÃO 16968




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