MUNDO
Terça-feira, 25 de Agosto de 2009, 08h:39
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UNASUL
Brasil defenderá acordo com a França na Unasul
Brasil defenderá acordo militar caso Colômbia questione, diz ministro
DENISE CHRISPIM MARIN
Da Agência Estado Brasília
O Brasil defende que seu acordo militar com a França não tem semelhança com o compromisso fechado entre a Colômbia e os Estados Unidos, que prevê a presença de forças americanas em sete bases colombianas por dez anos. Com essa máxima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá rebater possíveis críticas do presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, durante o debate aberto sobre os temas de segurança da América do Sul que ocorrerá na sexta-feira em Bariloche, Argentina, durante a reunião extraordinária de cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul). "Não há nenhum problema em se discutir o acordo Brasil e França. Se ele (Uribe) tem o desejo de saber, então, ele vai saber, pois não temos nada a esconder", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao final de encontro com o chanceler do Equador, Falder Falconí, ocorrido nesta segunda-feira em Brasília. URIBE Em visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de agosto, Uribe detalhou o acordo EUA/Colômbia e assegurou que, se fosse convocado pela Unasul para defendê-lo, exigiria explicações sobre o compromisso na área de defesa firmado entre o Brasil e a França, em dezembro de 2008, e sobre a cooperação militar entre a Venezuela e o Irã. No encontro da Unasul em Quito, em 10 de agosto, os líderes presentes concordaram com a agenda aberta da reunião de Bariloche, que abarcaria também o combate ao tráfico de drogas e de armas - temas que permitem o reforço das acusações do governo colombiano de que a Venezuela e o Equador apoiam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mas Uribe não estava presente. Anteontem, no Itamaraty, esse compromisso foi reafirmado por Falconí, que afirmou ter recebido a confirmação da chancelaria colombiana de que Uribe irá a Bariloche. Como meio de tranquilizar a Colômbia sobre a orientação não acusatória desse encontro, o chanceler equatoriano ressaltou que "ninguém se sentará no banco dos réus". "Não há nenhum tema vetado. Todos os temas de segurança tem de ser tratados pelos presidentes", afirmou Falconí. O próprio Amorim considerou necessário que nenhum tópico seja varrido para "debaixo do tapete".