As forças americanas no Iraque decidiram fornecer armas, dinheiro, combustível e outras provisões a algumas das milícias sunitas até agora ligadas à insurgência, em uma tentativa de transformá-las em aliados. Autoridades divulgaram ainda que três soldados americanos morreram. O Exército americano informou também ontem que cinco soldados americanos morreram e outros sete foram feridos durante confrontos no final de semana. No domingo, pelo menos cinco pessoas morreram e 19 foram feridas em um bombardeio aéreo americano contra uma casa utilizada por supostos insurgentes na província de Diyala. A nova estratégia do governo americano, que pretende isolar a Al-Qaeda e reduzir as baixas americanas, gera mal-estar no governo iraquiano, dominado por xiitas, assinala o jornal nova-iorquino em uma reportagem de capa que se baseia em declarações de comandantes americanos no Iraque e de funcionários do governo do Iraque. A política de tentar vencer os sunitas com acordos em vez de combates já foi testada com sucesso na província de Anbar, ao oeste de Bagdá, que há pouco tempo era um reduto da insurgência. Oficiais americanos, cujos nomes não foram citados, disseram ao jornal que vários grupos sunitas romperam suas relações com a Al-Qaeda porque não agüentam mais sua tática de lançar atentados suicidas que custam as vidas de muitos civis, tanto sunitas como xiitas.